​​Os “clean sheets” de Casillas e os “winning goals” de André Silva

Óliver é quem mais corre, Danilo quem mais passa e Alex Telles quem mais cruza. Preud’homme voltou a perder

O segundo golo de André Silva na Liga dos Campeões, o décimo da época em todas as competições e o primeiro de cabeça na prova, garantiu ao FC Porto a 70.ª vitória na Champions. O avançado português (que também marcou no play-off com a Roma) já tinha feito o golo decisivo (2-1) nos últimos instantes do jogo de Bruges, desde a marca de penálti. Os ingleses chamam-lhes “winning goals” e o uefa.com chama-lhe “o suspeito do costume”.

Casillas continua a quebrar todas as barreiras na Champions. Jogador com mais participações (160), Iker dilatou também para 52 o seu próprio recorde de partidas sem sofrer golos ou “clean sheets”, numa contabilidade em que não entram as vitórias do FC Porto em Roma (3-0), em agosto, e a do Real Madrid em Cracóvia (2-0), no play-off da edição de 2004/05.

O guarda-redes espanhol estreou-se na prova a 15 de setembro de 1999, com 18 anos e um empate em Atenas, frente ao Olympiacos (3-3), na mesma noite em que um golo de Deco em Molde deu aos Dragões a liderança do Grupo E, obrigando Real e Olympiacos a partilhar o segundo lugar.

FC Porto e Casillas não se defrontaram na fase de grupos (Bizarri e Illgner roubaram-lhe temporariamente o lugar) e só não se encontraram, meses mais tarde, nas meias-finais, porque Hugh Dallas, árbitro de um célebre jogo em Munique, não quis. A 24 de maio de 2000, em Paris, Iker vencia a Champions pela primeira vez.

Seis jogadores do FC Porto disputaram a totalidade dos 360 minutos das quatro jornadas da fase de grupos, mas não é entre eles que se deteta aquele que percorreu mais quilómetros. Casillas, Felipe, Marcano, Danilo, André Silva e Alex Telles, que entra no onze da jornada, não perderam um segundo da atual edição da Liga dos Campeões; gastando menos 13 minutos do que o grupo de totalistas, Óliver Torres correu 45.039 metros, deixando André Silva a quase 2,5 quilómetros de distância.

Frente ao Club Brugge, o FC Porto dispôs de dez pontapés de canto, estabelecendo a sua melhor marca numa especialidade cujo máximo da temporada pertence ao Nápoles, com 17. De um dos cantos, o quinto, batido por Alex Telles, nasceu o único golo do jogo.

A passar ninguém se compara a Danilo. O mais preciso entre a equipa orientada por Nuno Espírito Santo apresenta um índice de eficácia de 93 por cento, resultante da conclusão de 236 passesentre 254 tentados, mas a centrar não se compara a Alex Telles, que já fez 12 cruzamentos bem medidos.

Michel Preud’homme, agora na qualidade de treinador, voltou a perder em casa do FC Porto, onde, em sete partidas como jogador, também nunca tinha conseguido vencer. Enquanto guarda-redes do Standard de Liège empatou (2-2) nas Antas, na segunda mão dos quartos de final da Taça UEFA de 1981/82, e como número 1 do Benfica empatou uma vez e perdeu cinco, entre 1994 e 1999.

 

FONTE/FC PORTO