A única equipa na elite europeia só com vitórias

Registo de 24 vitórias em 24 jogos não encontra paralelo nas 20 principais ligas de andebol do continente

 

Melhor era impossível. O andebol azul e branco chega às férias de Natal e Ano Novo só com vitórias em todas as competições (ao todo são 24, 17 no Andebol 1, seis na Taça EHF e uma na Taça de Portugal), o que é um registo único nas 20 principais Ligas do ranking da Federação Europeia de Andebol. Há oito equipas sem derrotas nos respetivos campeonatos – Barcelona (Espanha), PSG (França), Riko Ribnica (Eslovénia), Kielce (Polónia), Meshkov Brest e SKA Minsk (Bielorrússia), Motor Zaporozhye (Ucrânia) e Tatran Presov (Eslováquia) –, mas todas somam desaires nas provas europeias. No caso do Barcelona (Liga dos Campeões) e do Riko Ribnica (Taça EHF), trata-se mesmo de apenas uma derrota.

Nos últimos anos, os Dragões têm sempre conseguido realizar grandes arranques de temporada, mas desde 2009/10 – época a partir da qual nunca mais falharam a participação nas competições europeias – que perdiam sempre pelo menos um dos primeiros oito encontros oficiais. Este ano já vão no triplo das partidas só com vitórias, sendo que, em 2015/16, conseguiram um pleno histórico na fase regular do Andebol 1, perdendo apenas no jogo um das meias-finais do play-off, frente ao Benfica, no prolongamento, a 16 de março. Entretanto, esse modelo de competição foi abolido e substituído esta época por uma fase final com seis equipas.

O afastamento da final do Andebol 1 em 2015/16, após a derrota por 3-1 nessas meias-finais, funciona como uma espécie de vacina para um eventual excesso de confiança face a um início tão positivo. Isso mesmo foi abordado por Hugo Santos, antes do último jogo do ano, frente ao Águas Santas, na Maia: “O ano passado tivemos uma má experiência, ganhámos muitos jogos seguidos e quando perdemos um a equipa abanou um bocado. Não queremos repeti-la, mas temos a noção de que podemos perder, ninguém é invencível. Se perdermos vamos continuar no mesmo caminho, a trabalhar todos os dias como até agora.”

Ao Porto Canal, o treinador Ricardo Costa também lembrou o percurso do ano passado e comentou esta marca única na Europa: “É bom, os dados estatísticos estão aí para serem analisados, não por mim mas sim pelos jornalistas. Não vale de nada, queremos conquistar títulos porque neste clube não se vive de recordes. Os atletas têm o papel principal e a máxima responsabilidade pelo sucesso, os dirigentes também dão todas as condições e mais algumas para que não falte nada a esta equipa. O que nos compete é entrar dentro do campo com raça e alma e darmos tudo o que temos. Vamos continuar a querer ganhar e é para isso que vamos lutar, mas também temos de estar preparados para quando perdemos: aí não podemos questionar tudo, o que às vezes é normal. Quando se ganha não está tudo bem, há muito para melhorar e corrigir, esta equipa tem uma margem de progressão muito grande”.

Os 20 principais campeonatos europeus, de acordo com os coeficientes da EHF, são os dos seguintes países: Alemanha, Espanha, França, Hungria, Dinamarca, Eslovénia, Polónia, Macedónia, Suécia, Bielorrússia, Suíça, Roménia, Croácia, Portugal, Rússia, Ucrânia, Sérvia, Grécia, Eslovénia e Noruega.

 

Fonte: FC Porto