ANDRÉ DE VOLTA

ANDRÉ DE VOLTA

TITULAR
Avançado foi suplente na Luz e deve ser a maior novidade no regresso ao Dragão. Golos precisam-se

Dupla com Soares para refazer na primeira das sete finais que Nuno se propõe vencer. Dúvidas no meio-campo e nas alas, mas o ataque terá o segundo e o terceiro melhor marcador da I Liga

O empate na Luz já lá vai e a hora é, para o FC Porto, de voltar aos triunfos e dar seguimento à excelente segunda volta (nenhuma outra equipa da I Liga fez melhor neste período), com objetivo único no título nacional que, acredita Nuno, será real com sete vitórias nos sete jogos que faltam para a temporada terminar. Porque é necessário ganhar e marcar – ou não fosse o Belenenses a besta negra da atual temporada (ver mais na página 6), André Silva deve ser novamente chamado ao onze titular, depois do banco na Luz e consequente alteração de esquema tático.

Nuno Espírito Santo, como é hábito, fechou os treinos da equipa, mas André tem as portas da titularidade escancaradas. A dupla com Soares tem feito miséria nos adversários e, depois de um jogo com uma postura mais contida, o treinador deve voltar ao 4x4x2 que prefere com a dupla da moda lá na frente. Soares e André Silva contribuíram com 60% dos golos que o FC Porto fez nos jogos em que os dois começaram juntos. Melhor razão para a dupla se refazer é, aparentemente, difícil. Mas Nuno terá outras, com base no trabalho diário.

André Silva não vive exatamente o melhor período da temporada. Indiscutível até janeiro, o avançado “pagou” a boa forma de Soares e deixou de ser o predileto para a posição 9. Começou por ser o primeiro a ser substituído e, depois, até foi para o banco por opção técnica, situação que até então não tinha vivido. A facilidade com que marca golos não se perdeu, mas a regularidade com que o faz sim. Até ao fim de janeiro, o maior goleador português do campeonato (e mesmo lá fora só Cristiano Ronaldo tem mais tentos) marcava um golo a cada 143 minutos de jogo. Desde então passou a precisar de 221 minutos. À nova forma de jogar somou algumas assistências, um penálti ganho e um jogo de costas muito mais definido do que até então. Nuno mantém a confiança no jovem jogador e, por isso, hoje devolve-lhe o lugar habitual e o moral. Rui Pedro é alternativa Se André Silva volta ao ataque e joga ao lado de Soares, alguém tem de se constituir alternativa. Rui Pedro será, hoje, o eleito. O jovem foi convocado e deve, por isso, sentar-se no banco de suplentes, de onde pode saltar se o FC Porto precisar e Nuno assim o entender. O avançado de 19 anos, já saltou do banco 10 vezes (ver quadro ao lado) e é um dos mais solicitados a esse nível. Dúvidas no meio-campo Se o regresso ao 4x4x2 parece certo, quem o compõe merece mais dúvidas. Entre Óliver, André André e Corona, um terá de sair. Isto no mínimo, porque até se pode dar o caso de o treinador optar por mais alterações. Diogo Jota, Otávio e Herrera, por exemplo, estão à bica de novas oportunidades e não seria exatamente uma surpresa se algum deles for escolhido para começar a partida.

Soares Com a dupla junta os golos triplicam

O FC Porto com André Silva e Soares, juntos, não ganha sempre, mas esmaga no ataque à baliza adversária. A média de golos no campeonato é mais de três vezes superior: dois golos em dois jogos (Boavista e Benfica) apenas com o brasileiro, 20 golos em seis jogos com a dupla junta. Ou seja, um golo em média por jogo com um avançado, contra 3,3 com André e Tiquinho em cunha. Se incluirmos a Liga dos Campeões e os dois jogos com a Juventus, a produtividade desce para 2,5 golos por jogo, A diferença deixa de ser tão abismal, mas ainda assim nota-se muito. E a média fica acima da geral: 1,8 golos por jogo para o FC Porto no total de jogos da temporada.

Fonte: Ojogo