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André Silva: «Sonho marcar um golo como o do Kelvin»

Em entrevista concedida ao Diário de Notícias, André Silva, goleador de 21 anos do FC Porto, revelou que sonha em imitar o golo de Kelvin frente ao Benfica, em 2012/13.

«Tenho dois golos de sonho: marcar um como o do Kelvin, que deu um campeonato aos 92 minutos, e outro na final da Champions e dar um título europeu ao FC Porto», revelou o internacional português, que revelou ainda um momento chave para a época dos dragões.

«O que alterou as coisas foi o jogo com o SC Braga, aquele golo do Rui Pedro nos últimos minutos. Além de a bola ter entrado, que já não entrava há algum tempo, a união que sentimos naquele momento foi importante. Vimos que as coisas não estavam perdidas e que apesar dos empates anteriores ainda poderíamos chegar aos nossos objetivos.»

 

Fernando Gomes e André Silva. Craques de antigamente entrevistam os miúdos da moda

Entre goleadores, o principal tema de conversa não podia deixar de ser os golos. O bibota foi o jornalista de serviço e levou o atual melhor marcador da Liga a falar sobre as suas referências, quais os objetivos de carreira, como é que o futebol entrou na sua vida, a relação com o FC Porto, o papel na seleção e, claro, o golo que sonha fazer.

Antes de mais, André, quero dar-te os parabéns pela tua fantástica afirmação tanto no FC Porto como na seleção nacional. A responsabilidade agora aumentou e, por isso, tens de ser mais forte. Os portistas estão a contar contigo. Mas para chegares aqui, houve um percurso todo para trás. Conta-me um pouco sobre ele. Que bichinho te chamou para o futebol?

Deixe-me dizer que é um orgulho ouvir estas palavras vindas de si. Na verdade, no meu caso, o meu pai, por exemplo, nunca jogou futebol e nunca teve possibilidade de ter uma bola em condições, ao contrário do que acontece com outros pais que metem logo uma bola nos pés dos filhos. Eu apenas gostava de desporto. Jogava futebol, mas também outras coisas. E o que eu gostava era de ganhar. Pelo que ouvi dizer, era um miúdo muito egoísta e não interagia muito bem com as outras pessoas, queria tudo para mim, ganhar tudo… Então os meus pais decidiram pôr-me num desporto coletivo e fui para o futebol com o meu primo. E foi aí, desde o primeiro dia, do primeiro treino, que eu decidi que queria vir a ser um dos melhores jogadores de futebol.

E ainda bem… Uma das qualidades que um goleador deve ter é algum egoísmo, isso não é mau. O nosso clube sempre teve grandes avançados, mas a verdade é que há uns 15/20 anos que não surgia assim um goleador português, formado no clube, como tu. Como te sentes nesse papel?

Claro que mexe comigo. Mas não penso nisso como uma pressão a mais, antes como uma motivação, uma meta a concretizar e que me permita um dia chegar lá acima e dizer: consegui.

O que é para ti ser FC Porto?

O que eu aprendi é que ser FC Porto é lutar, ter raça, nunca desistir até ao último minuto. E posso dizer que esta equipa tem isso, como pudemos ver ainda nos últimos jogos, como aquele do Sp. Braga que ganhámos mesmo no último minuto. É pensar na equipa e manter sempre o espírito de união.

Sim, os tempos são outros, mas posso dizer que não difere muito do que foi sempre o nosso clube. Também se costuma dizer que os adeptos para os jogadores da casa são mais exigentes ou impacientes. O que pensas sobre isso?

Eu sei que os adeptos têm muita confiança em mim e esperam que eu faça grandes coisas pelo clube. Mas olho para isso como uma coisa positiva, não penso que se errar vou estar com mais pressão em cima. Pelo contrário, é mais uma motivação e faz-me ter mais força.

Desde a última final da Taça de Portugal, a tua vida mudou alguma coisa. Como lidas com isso?

Bom, em relação ao público em geral, a diferença é que sou mais conhecido [risos]. Nos sítios públicos as pessoas acarinham-me e pedem fotos e autógrafos. No futebol, a responsabilidade aumentou, mas isso é um bom sinal.

Já tens vários jogos na equipa principal ao longo deste trajeto. Há algum que te tenha marcado especialmente?

Na verdade não. Nunca olho para trás a pensar no que já fiz, prefiro olhar para a frente, encarar o futuro como um livro aberto e fazer sempre melhor.

Qual o teu grande objetivo de carreira?

Dois dos objetivos que eu tinha era chegar à equipa principal do FC Porto e à seleção A, e marcar golos em ambos, e estou muito feliz porque isso já consegui. Estou numa grande equipa da Europa e já poderia ficar por aqui que ficava feliz. Mas ainda me imagino a fazer muitos mais golos, golos importantes e que deem títulos à minha equipa. É isso que ambiciono para a minha carreira.

Falando em golos – e já tens muitos em tão pouco tempo -, qual é “aquele” que sonhas fazer um dia?

Há dois: marcar um golo como o do Kelvin, que deu um campeonato aos 92 minutos, e outro na final da Champions a dar um título europeu ao FC Porto.

Como encaras isto dos golos? Tens uma meta de golos para a época ou o objetivo de ser o melhor marcador?

Apenas penso que os golos ajudam a equipa a ganhar. Ser o melhor marcador, por si só, não vale nada se não ganharmos o campeonato. Preferia mil vezes não marcar nenhum e sermos campeões. Por isso, quando entro em campo é com um só objetivo: marcar golos para ajudar a equipa a ganhar. Não fixo essas metas individuais.

Que referências tens nesta posição?

Há um jogador de quem aprecio as qualidades e os feitos que fez: o Ronaldo Fenómeno, o brasileiro. Já não joga, mas vi vários vídeos dele e aprecio bastante. E vejo também como uma referência o Fernando Gomes, que conseguiu duas Botas de Ouro, e isso é um grande feito.

Para ti, quais devem ser as qualidades deste tipo de jogadores que fazem a diferença marcando golos?

A qualidade que um grande ponta de lança tem de ter é marcar golos. Mas a verdade é que antes de chegar a esse patamar, tem de trabalhar muito para a equipa, mas para conseguir entrar na equipa tem de fazer outras coisas além de marcar golos. Nenhum jogador chega ao onze do FC Porto sem trabalhar em prol da equipa ou ficar só na área à espera de marcar golos.

Tens sido chamado a marcar também os penáltis. Como é que encaras esse momento, é inspiração ou requer muito treino e estudo?

Publicamente, o melhor é dizer que o remate sai na hora. Assim ninguém vai saber o que esperar [risos]. Mas, claro, de vez em quando, na véspera dos jogos, peço ao mister para bater uma bolinhas.

Falando do futebol em geral e do futebol português, desde o meu tempo que se diz que falta um verdadeiro ponta–de-lança à seleção nacional. Como é que te sentes, agora que és o ponta-de–lança da seleção, quando ouves isso?

A verdade é que não penso que já sou o ponta-de-lança da seleção. Mas digo o mesmo que disse em relação ao FC Porto: isso é mais uma motivação para fazer o meu trabalho, ao longo da carreira, e as pessoas depois avaliarão se sou o ponta–de-lança para a seleção ou não.

Como é jogar ao lado do Cristiano Ronaldo na seleção? É motivador ou condiciona de alguma forma?

Claro que é motivador jogar ao lado do melhor do mundo. É um sonho. E até tira um pouco de pressão, porque é o melhor do mundo e jogar com ele e com os campeões da Europa torna as coisas ainda mais fáceis dentro de campo. Tal como acontece aqui no FC Porto, com grandes jogadores é sempre mais fácil, a bola chega-nos de outra maneira.

Voltando ao FC Porto. Nos últimos jogos na Liga a equipa já tem obtido outros resultados, mais perto do nível a que nos habituou. O que mudou neste mês? Só as bolas que acabaram por entrar?

A verdade é que tivemos um ciclo de empates em que a bola parecia que não queria entrar. Ou batia no poste ou o guarda-redes defendia de qualquer maneira… O que alterou as coisas foi o jogo com o Sp. Braga, aquele golo do Rui Pedro nos últimos minutos. Além de a bola ter entrado, que já não entrava há algum tempo – e até dizem que foi da galinha preta -, a união que sentimos naquele momento foi importante. Vimos que as coisas não estavam perdidas e que apesar dos empates anteriores ainda poderíamos chegar aos nossos objetivos. E as bolas acabaram por entrar naturalmente.

Falando agora do nosso treinador Nuno Espírito Santo. Como sabes, ele foi jogador do nosso clube. Para os jogadores isso é importante, ele poder transmitir os valores do FC Porto?

Claro, o mister foi um jogador do FC Porto e conhece a mística deste clube, além de que sabe o que é ser um jogador de futebol. Sabe perceber quando estamos bem e quando não estamos, aquilo de que precisamos. Isso é importante.

E para acabar em beleza, falando do nosso presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa. Eu sei que ele tem uma relação muito próxima com os jogadores e tenho vários episódios passados com ele. E tu, já tens algum episódio marcante com o presidente?

Recordo-me de um, em que acho que ele me deu uma pontinha de sorte porque nesse jogo eu marquei. Eu tinha acabado de ir ver o campo, antes de um jogo, e quando cheguei ao balneário estava lá o presidente, que se virou para mim e perguntou: “Então, já foste ver se as balizas estavam no sítio?” Eu respondi-lhe que sim, estavam, já só faltava a bola. E o certo é que depois marquei [risos].

Por fim, o que gostas de fazer quando precisas de desligar do futebol?

Sou muito chegado à família, tenho um irmão, muitos primos… e depois dos jogos gosto de ir para casa e estar com eles. Fazem-me sentir bem e sei que ganhe ou perca, eles estão lá para mim, não me criticam nem bajulam.

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