Apenas um falhanço em casos idênticos

FC Porto depende de si próprio para apurar. Em 21 presenças na competição, teve cinco edições semelhantes. Em quatro apurou-se

Exceção foi o jogo com o Zenit, em 2011/12, também no Dragão. Os portistas tinham de ganhar, mas o rival não podia perder e conseguiu o 0-0. O Leicester é diferente: desportivamente já não joga para nada

Corona bem se esforçou para garantir, em Copenhaga, o apuramento para os oitavos de finalO FC Porto até pode não precisar de vencer o Leicester para apurar – “basta” que o Copenhaga não ganhe em Brugge –, mas se tiver mesmo de o fazer, só tem de procurar os melhores exemplos do passado para se inspirar. Nas cinco ocasiões semelhantes por que passaram em 21 presenças na prova milionária, só na última os dragões não se conseguiram apurar. Foi em 2011/12, com Vítor Pereira. Os dragões chegaram à última jornada na terceira posição, a apenas um ponto do Zenit, clube que visitou a Invicta na jornada decisiva. Os portistas tinham de vencer para a ultrapassagem se consumar, mas, apesar de terem desperdiçado imensos golos, não conseguiram desfazer o nulo. E assim foram os russos a seguir em frente.

O Leicester não está, no entanto, na mesma situação do Zenit. É que os ingleses já não jogam para nada na jornada decisiva, o que pode ter um peso significativo, até nas opções a que Claudio Ranieri pensa recorrer para jogar.

Nas outras quatro ocasiões em que o FC Porto chegou à última jornada a depender de si próprio (2001/02, 2004/05, 2006/07 e 2007/08), conseguiu o necessário para apurar. Em duas dessas ocasiões também estiveram envolvidos rivais ingleses. Em 2006/07, o 0-0 com o Arsenal serviu os interesses de ambos. Em 2004/05, o FC Porto venceu o Chelsea que, tal como agora o Leicester, já tinha o primeiro lugar do grupo seguro.

A depender de terceiros, nunca

Depender de si próprios é uma condição que os treinadores muito valorizam. E a julgar pelo exemplo do FC Porto, com toda a razão. Como escrevemos, nas cinco vezes em que a equipa entrou na última jornada sem precisar da ajuda de ninguém, conseguiu a qualificação em quatro. Mas, ao longo da história, os dragões também já “foram” o Copenhaga, que agora espera por um deslize, em outras cinco vezes. E em nenhuma delas a equipa portuguesa se conseguiu apurar, tendo ou não feito o que lhe competia.

FONTE/ OJOGO

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