Até as fibras são inteligentes! Os equipamentos do FC Porto para a nova temporada vistos à lupa

Os equipamentos do FC Porto para a nova temporada vistos à lupa na revista “Dragões”

Por João Queiroz

​​Estão unidos pelo símbolo que ostentam ao peito, pela mais inovadora tecnologia, pelo mais moderno design e até as fibras são inteligentes. O azul clássico, o laranja e o azul-celeste são a nova pele do Dragão, os equipamentos da nova temporada 2017/18, idealizados pelo FC Porto e pela New Balance sob o lema “Joga Sem Fronteiras” ou, em inglês, Play Without Boundaries.

Começaram por ser feitas de algodão grosso, tinham cordões, golas e mangas compridas, mais tarde passaram a ser de manga curta, algumas lustrosas, com padrões ousados, cores e tecidos vibrantes, de algodões bem mais leves do que os antecessores. Hoje são feitas de fibras inteligentes que as tornam mais resistentes e ainda menos pesadas: trata-se de materiais transpiráveis capazes de absorver e secar o suor com rapidez, que contribuem para a precisão e o rendimento dos jogadores. Ao longo dos mais de 100 anos de vida do futebol, as camisolas usadas pelos jogadores foram sofrendo várias transformações, abençoadas pela tecnologia, cada vez mais inovadora, mas hoje continuam a ser o grande e mais icónico embaixador de um clube.

No equipamento principal do FC Porto há elementos sagrados, como as duas cores que o distinguem desde a fundação do clube. Aquele que vai vestir as equipas na próxima temporada marca o regresso das riscas azuis e brancas “à Porto”, clássicas e sem o degradé da época passada, recuperando a mais distintiva característica da camisola desde o regulamento interno de 1909. “É o mais emotivo”, diz Hélder Gomes, responsável pelo departamento de branding do clube, mas é também aquele que, em bom nome da tradição, não permite ser tão criativo e arrojado na sua criação.

A introdução dos equipamentos alternativos abriu caminho à criatividade, nomeadamente nos anos 80, período em que assumiram uma “identidade própria” e se afastaram dos principais por uma questão prática. “Gostaria que fossem sempre azuis, mas por imposições regulamentares da UEFA somos obrigados a ter uma camisola marcadamente diferente das outras em termos de cor”, explica o responsável pela gestão da marca no FC Porto.E é assim que, depois do preto que dominou na temporada passada, surge o laranja para pintar o segundo equipamento dos Dragões em 2017/18 – uma cor, aliás, que já tinha estado presente nos uniformes de épocas anteriores. “É uma versão mais hibrida, mais seca, mais minimalista” e que está a conquistar muitos adeptos junto do público infantil e juvenil, revela Hélder Gomes.

O azul-celeste predomina no terceiro equipamento, inspirado na América Latina e que dá o mote para a campanha “Joga Sem Fronteiras”. “Este é o que chamamos de equipamento de conceito. Durante a próxima época a nossa imagem vai viver através desse conceito sul-americano, já que estamos num momento de aposta crescente na internacionalização. O objetivo é, no fundo, exportar um pouco mais a marca para todos os mercados, mas essencialmente para os sul-americanos”, explica o responsável de branding, acrescentando que a esse facto também não é alheia a participação da equipa principal na SuperCopa Tecate, no México, durante a pré-temporada.

Fonte: FC Porto