Casillas: Monstro com queda para os clássicos

O Santo ficou com o palco que o “egoísta” quis tomar

FC PORTO UM A UM

Casillas 8

Monstro com queda para os clássicos

Na época passada, ofereceu o triunfo do FC Porto na Luz com cinco defesas incríveis. Desta vez, ficou-se por um empate e quatro paradas. Aos 62’, desvia para canto um remate em arco de Jonas. Aos 65’, corrige a deslocação e voa para o lado contrário para, de forma milagrosa, evitar o 2-1. Aos 72’, fez melhor e parecia impossível ser… possível. Com as mãos defendeu o tiro de Mitroglou, isolado, com os pés sacou a recarga de Lindelof. Um monstro, chamaram ao Santo. Jorge Jesus chamou-lhe o mesmo no clássico do Dragão contra o Sporting. Casillas deve ter queda para estes jogos.

Maxi 7 Marcou pela primeira vez à antiga equipa onde jogou oito anos, mas nem isso o impediu de festejar como se fosse o golo do título. Defensivamente cumpriu com rigor e cometeu algumas faltas importantes. Subiu pouco, mas quando o fez, marcou. Destino?

Felipe 6

Esteve no lance do penálti, mesmo com a sensação de que pouco fez para impedir a progressão de Jonas. Reclamou, lamentou, mas não baixou a cabeça e partiu para um resto de jogo difícil, mas globalmente bem conseguido. Dois desarmes vistosos no segundo tempo.

Marcano 7

Meticuloso, antecipa o perigo e joga com a simplicidade necessária para, depois, não ser surpreendido. Alternou o chutão para a frente, com saídas organizadas, mas o que nunca mudou foi o acerto das decisões. Impecável pelo ar e nas dobras.

Alex Telles 5

Demorou 25 minutos a encontrar-se. Inconstante, limpou a cara com um enorme desarme a matar um contra-ataque de Rafa. Ainda assim, pouco brilho.

Danilo 6

Ausente na primeira parte, transformou-se na segunda e talvez por isso o FC Porto tenha melhorado tanto. Aos 59’ faz uma enorme recuperação e isola Soares, como já fez com o Sporting. Foi o tampão na carga final do Benfica.

André André 7

Fez um trabalho entre linhas notável. O despertar do FC Porto começa nele, ora na fibra que meteu para ganhar as segundas bolas, ora na agilidade com que passou a jogar de primeira. Nem sempre definiu bem, é certo, mas descongestionou o futebol do FC Porto e fez a equipa sair do casulo. O empate tem muito desse espírito: rematou fraco, mas ganhou de novo a bola, insistiu e Maxi lá acertou.

Óliver 5

Tem culpas na arrancada do Benfica que termina em penálti e golo de Jonas. Macio na abordagem, perdido entre o meio e a esquerda, onde Nélson Semedo aparecia sem avisar vezes sem conta. É seu o primeiro remate do FC Porto (20’). Cresceu no segundo tempo, especialmente na recuperação.

Corona 5

Nota positiva porque começa a jogada do jogo, numa arrancada ao seu estilo que só mais tarde viria a repetir. Curto nos desequilíbrios em espaço reduzido e lento nas transições defensivas.

Brahimi 7

Durante a semana negou ser egoísta, mas é de facto individualista. E que azar o dos adversários. Foi o mais inconformado do FC Porto, perfeito a guardar a bola e incisivo quando optou pela condução. No 1×1 não houve ninguém melhor e Nélson Semedo que o diga. O golo do empate nasce de um repetido momento de inspiração.

Soares 5

Enganado por Luisão numa bola aérea aos 40’ que, felizmente para os dragões, não deu golo. Aos 59’ isola-se, serpenteia Lindelof, mas Ederson sai rapidamente da baliza e evita um golo certo. Não se mostrou muito mais, talvez por não estar habituado a jogar tão só.

Diogo Jota 5

Entrou aos 66’ para acrescentar profundidade, mas não foi bem lançado pelos colegas.

André Silva 5

O FC Porto já pouco atacava e o avançado, que ainda há uma semana havia marcado na Luz, desta feita nem as medidas tirou à baliza.

Otávio –

Sem tempo.

Fonte: Ojogo