Central em discurso direto

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Felipe: «Pressão de estar em primeiro é boa para o futebol

Central defende que Boly está preparado para o substituir no Bessa

Felipe, central do FC Porto, admite gostar da pressão da luta pelo título. O central não tem dúvidas que é algo positivo para a equipa, para os adeptos e para o futebol.

«Luta pelo título? Esperança há sempre. Temos confiança no nosso trabalho. Temos jogos difíceis, porque nenhum é fácil. E há a pressão para estar em primeiro. Mas isto é bom para o futebol e para os adeptos», afirmou o brasileiro.

Antevendo já o jogo com o Boavista, no próximo domingo, o central, que vai cumprir castigo, admite que o jogo com a Juventus pode deixar marcas. «Corremos bastante. Sem a bola fica mais complicado, temos de correr mais. Mas a equipa tem preparadores físicos, vamos fazer uma ótima recuperação e vamos estar bem no próximo jogo», acredita.

«Vou estar fora, mas há um companheiro pronto para tudo», afirmou, referindo-se a Willy Boly, o mais que provável sucessor. «Precisamos da vitória, para nos mantermos encostados ao Benfica», acrescentou.

«Juventus? Também colocavam a Roma lá em cima…»

Outro tema abordado por Felipe foi a derrota com a Juventus, por 2-0, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O central acredita que a eliminatória não está fechada.

«Impossível não é, porque há mais 90 minutos para jogar de igual para igual. Mostrámos isso contra a Roma. Todos os colocavam lá em cima e fomos lá e mostrámos o nosso trabalho. Com 2-0 fica mais difícil mas ninguém se entrega», assegura.

Sobre a expulsão de Alex Telles, Felipe é perentório a dizer que não culpa ninguém pelo desfecho.

«Todos estão para cumprir o seu trabalho e isso faz parte do futebol. Com a expulsão dele ficou mais complicado, mas sabíamos que não podíamos sofrer golos. Depois de sofrer o primeiro, abrimos muito e sofremos o segundo. Depois fechamos de novo para não sofrer mais», sintetiza.

O trabalho do árbitro também mereceu uma palavra do brasileiro, que não teve problemas em dizer que foi «claramente» mais amigo da Juventus.

«Não sei se a camisola da Juventus é mais pesada… O Dybala chuta uma bola e nada, o Marcano chuta e leva cartão. São coisas iguais. Por que não deu cartão ao Dybala também? E ainda me advertiu porque fui falar com ele. Tem de rever estas coisas», considera.