Defesa do FC Porto a 90 minutos de ser a melhor do século

DEFESA CAMINHA PARA O RECORDE

Se não sofrer golos com o Leicester, o FC Porto atinge os 570 minutos com a baliza fechada. Melhor mesmo só no século passado

Receção ao campeão inglês é teste de fogo a um setor onde atua “das melhores duplas de centrais de sempre do FC Porto”, na opinião de Pinto da Costa. E até Casillas está a realizar a melhor época da carreira

até tem a confiança total de Nuno que Marcano: o incluiu na hierarquia dos capitães esta época e o Xerife chegou Felipe: sem dificuldades assumiu a titularidadeQuebrado o jejum de golos

bbb com o golo histórico do miúdo Rui Pedro, fica o registo de mais um jogo sem sofrer golos, o quinto consecutivo. Lisandro, do Benfica, foi o último a marcar. Desde então já lá vão 480 minutos invictos, 360 de Casillas e 120 de José Sá na Taça de Portugal. Depois de alguns problemas nos últimos anos, os portistas parecem ter estabilizado o eixo defensivo com a dupla Felipe/Marcano, que Pinto da Costa considerou ser “das melhores de sempre do FC Porto”.

Uma opinião que serve de motivação para o brasileiro e para o espanhol em vésperas de um jogo determinante para o clube. O Leicester visita amanhã o Dragão e em jogo está o apuramento para os oitavos de final da Champions (e o correspondente cheque de 5,5 milhões de euros), mas também um recorde interno: nunca neste milénio a equipa conseguiu estar seis jogos consecutivos sem sofrer golos. A última vez que tal aconteceu foi entre novembro e dezembro de 1999, com Fernando Santos ao leme. Esta é a décima vez que o clube vai tentar passar a barreira dos cinco jogos com a baliza em branco desde essa altura.

Mesmo que o consiga, porém, não bate já o recorde de minutos sem sofrer golos neste milénio. Entre fevereiro e março de 2008, foram 622 minutos. Se não sofrer com o Leicester atinge os 570’, ficando a faltar mais 53’ com o Feirense para ser o melhor registo.

O recorde absoluto do FC Porto, refira-se, está fixado numa série de nove jogos sem sofrer, alcançada em duas ocasiões, nomeadamente entre setembro e outubro de 1993 e em junho de 1994, com Vítor Baía entre os postes e Tomislav Ivic como treinador. Nesta segunda série foram 912 minutos sem sofrer…

A chegada de Felipe para fazer dupla com Marcano, de quem Nuno também não ab-

dica e transformou num dos capitães de equipa, foi decisiva para que o FC Porto chegue a esta altura com apenas cinco golossofridosnocampeonato. Melhor só o Olympiacos, com quatro na liga grega. Porém, a equipa de Paulo Bento já encaixou 10 golos em todas as provas esta época. Mais um do que o FC Porto de Nuno Espírito Santo que, como O JOGO já escreveu tem – na época toda – a defesa menos batida entre todas as equipas que disputam a Liga dos Campeões. E nesta competição só o Atlético de Madrid, Juventus, Copenhaga e Leicester têm menos golos encaixados do que os dragões. Curiosamente dois são adversários no Grupo G.

9 Golos sofridos

Em 22 jogos oficiais, o FC Porto encaixou apenas nove golos, cinco deles no campeonato. O Olympiacos só sofreu quatro na Liga grega, mas já vai em 10 em todas as provas

Portistas dominam os duelos aéreos

Conforme se pode ver no gráfico que publicamos, a dupla Felipe/Marcano só tem concorrência ao nível das estatísticas no campeonato em Coates e Rúben Semedo. O JOGO apresenta-lhe os números (em médias) dos centrais dos cinco primeiros classificados e percebe-se que os portistas são os que apresentam melhor percentagem de duelos aéreos ganhos e de alívios, ficando em segundo lugar em mais três itens: duelos vencidos, remates intercetados e interceções. A “pior” estatística de Marcano e Felipe está no número de desarmes, mas para uma equipa que concede poucas ocasiões aos adversários isso acaba por não ser relevante.

Fonte: ojogo