Demolidor e prometedor

FC Po​rto com vitória confortável sobre o Deportivo (4-0) no jogo de apresentação. Aboubakar marcou dois golos.​

 

​​O FC Porto segue invicto nesta pré-temporada e continua a dar boas indicações quando vê o início do campeonato cada vez mais próximo. Este domingo, dia em que o Estádio do Dragão teve casa cheia, de entusiasmo e de esperança, para a equipa ser apresentada aos adeptos, venceu o Deportivo da Corunha por 4-0, com um bis de Aboubakar, um golo de Corona e outro de Marega, que fazem subir para 13 os remates certeiros nos cinco jogos particulares realizados até agora na pré-temporada.

O encontro assinalou o regresso dos galegos ao Porto numa reedição da meia-final da edição 2003/04 da Liga dos Campeões que os azuis e brancos conquistariam em Gelsenkirchen e o reencontro de Sérgio Conceição a uma casa onde outrora brilhou como jogador. Nesta estreia no Dragão o treinador repetiu o onze que fez alinhar de início na passada quinta-feira frente ao Portimonense (5-1), reforçando os sinais de que já tem pensada a estrutura-base da equipa que vai iniciar a Liga NOS no próximo dia 9 de agosto, com a receção ao Estoril​.

Não se esgotaram aí as semelhanças com o jogo no Algarve, assim com os outros dois particulares, com o Vitória de Guimarães (2-0) e os mexicanos do Chivas (2-2), porque o FC Porto voltou a marcar cedo, a terminar o primeiro quarto de hora. Foi Aboubakar quem fez levantar o estádio pela primeira vez, após uma jogada desenhada por Brahimi, continuada por Corona com um remate ao ferro e finalizada com uma recarga do internacional camaronês.

Foi a sequência natural de mais uma entrada forte e autoritária dos azuis e brancos, com uma pressão muito alta na saída da bola, que expõe ao adversário ao erro, e um jogo rápido e vertical, sempre de olhos postos na baliza. A jogada do 2-0 é disso um exemplo claro: Danilo abriu na direita para Corona, que cruzou para o inevitável Aboubakar encostar para o sexto golo da conta pessoal em cinco jogos desta pré-temporada. Decorria o último minuto da primeira parte e o marcador espelhava a superioridade portista perante um Deportivo que, ainda assim, obrigou Casillas a duas boas defesas aos remates perigosos de Bruno Gama e Bakkali.

O início do segundo tempo trouxe apenas uma novidade, porque o FC Porto trocou o equipamento principal pelo alternativo, o laranja, e os treinadores não mexeram nos 11. No campo também pouco mudou: os azuis e brancos continuaram ser uma equipa agressiva, com e sem bola, como o treinador tanto gosta, mantiveram o bloco alto, com uma linha avançada muito móvel, que baralha e desposiciona quem defende. Foi assim, aliás, que, logo aos 55 minutos, foi encontrado o caminho para o 3-0, assinado por Corona que, após intercetar um mau passe de um defesa, entrou na área em velocidade e bateu Rubén.

O terceiro golo foi o mote para Sérgio Conceição começar alterar as peças do xadrez, o que acabou, naturalmente, por descaracterizar a equipa que, ainda assim, não deixou de criar oportunidades junto da baliza da formação da Galiza. Uma delas foi aproveitada da melhor forma por Marega que, aos 87 minutos, fixou o resultado final de mais uma exibição prometedora do FC Porto neste início de 2017/18.

Fonte: FC Porto