“Depois de mim, Sérgio Conceição é o melhor treinador para o FC Porto”

Jaime Pacheco lembra que é preciso um treinador que conheça e saiba o que é o clube azul e branco

Jaime Pacheco defendeu este domingo que, depois de si, Sérgio Conceição é o melhor treinador de futebol para o FC Porto, no dia em que inaugurou uma academia de formação na sua terra natal, em Lordelo, Paredes. “O FC Porto já fez muitas asneiras e muitas coisas boas. [Para o FC Porto] Tem de ser um treinador que goste do clube, que conheça e saiba o que é o FC Porto, e que ponha os prémios por objetivos. O Sérgio Conceição, depois de mim, é o melhor treinador para o FC Porto”, disse Jaime Pacheco.

Sem meias palavras, o antigo internacional português e campeão europeu pelo FC Porto (1987), clube pelo qual conquistou também uma Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, recorreu a Zidane, no Real Madrid, para dizer que “um treinador não ganha sem bons jogadores”, acrescentando que, neste capítulo, o FC Porto até pode estar descansado.

“O FC Porto tem bons jogadores. Há muitas equipas em que os jogadores ajudam o treinador, mas, nesta altura, o FC Porto precisa de um treinador que lhe dê esse acréscimo de ajuda. Oxalá acertem”, sublinhou Pacheco, sem querer detalhar as razões que têm afastado o clube da sua história recente de vitórias.

Assumindo-se “muito grato” ao FC Porto, do qual é sócio há 27 anos, Jaime Pacheco não escondeu o desejo de regressar e voltar a treinar em Portugal, terminada a sua ligação ao Tianjin Teda, da China.

“Já tinha preparado a minha saída há uns tempos. Saiu o presidente e o ‘manager’ que me contratou e entendi que não estavam reunidas as condições para continuar, mas, ainda assim, estamos a meio, quando o habitual é a equipa lutar pela sobrevivência até à última jornada. Quero voltar (a Portugal), até porque não perdi a minha competência, mas não é fácil. Nesta altura, quero descansar”, referiu.

Sobre a academia de formação com o seu nome no Estádio da Parteira, em Lordelo, Pacheco confessou-se “muito emocionado e feliz”, tratando-se, ainda por cima, do “clube do coração”.

“Costumo dizer que sou um ‘Lord’, o que, numa interpretação à letra, significa ser de Lordelo, e isto faz parte daquilo que é a minha formação, a ligação próxima a tudo e a todos. A grandeza destes clubes está nas pessoas que se dedicam intensamente à causa, e única forma de retribuir é estar presente”, concluiu.

O árbitro Jorge Sousa, também de Lordelo, e Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz e antigo Presidente da República de Timor-Leste, de 2007 a 2012, foram alguns dos presentes na cerimónia.

A Academia de Formação Jaime Pacheco conta com um relvado sintético e balneários, numa parceria entre a autarquia paredense e o clube, o Aliados de Lordelo, atualmente na Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, responsável por cerca de 30 mil euros do valor do tapete, a verba acima dos 150 mil euros contratados pelo município.

Fonte: Ojogo