Dragões Diário 12/04/2017

Bom dia,

De casa
“Nunca deixem de acreditar”. A frase sábia com que decidimos abrir o Dragões Diário de hoje poderia ser o resultado de uma simples pesquisa no Google, poderia resumir um pensamento profundo do Dalai Lama ou um dito recente do Papa Francisco. Mas não. A frase, sábia sim, é da autoria de Felipe e o seu alcance ultrapassa o conceito de um simples conselho para a vida. A frase, proferida ontem, à margem de uma ação promocional de uma marca de equipamentos desportivos, é sobretudo um apelo, um pedido para que os adeptos continuem a apoiar e a empurrar a equipa para a frente. No mesmo espaço e no mesmo evento, Óliver Torres revelou que “o treinador pensa muitas vezes como adepto” e que o método resulta. A equipa avança.

Horas antes e depois de um dia folga, o FC Porto iniciava um novo ciclo de treinos no Olival com o objetivo assumido de preparar a próxima “final” da Liga. É assim que o treinador e os jogadores veem cada um dos seis jogos que falta disputar, e o próximo joga-se às 20h30 de sábado, na “Pedreira” de Braga. Nuno Espírito Santo teve todo o plantel à disposição e a adição de vitamina B garantida com a integração de Mbaye e Raul Soares. Hoje há mais, a partir das 10h30.

Aos 35 anos, Iker Casillas não se cansa de bater recordes. Como se não lhe bastasse ser o jogador com mais participações na Liga dos Campeões e nas competições europeias, o guarda-redes espanhol completou, frente ao Belenenses, o 17.º jogo sem sofrer golos na atual edição da Liga portuguesa, mais dois do que a melhor marca pessoal conseguida e repetida no Real Madrid. Encantado mas não obcecado, até admite dar valor a todos estes marcos um dia, quando a saudade bater, mas com o FC Porto determinado a recuperar o título de campeão, Iker não perde tempo com detalhes: “Agora, que estás na luta, não pensas nisso”. Foi precisamente isso que Casillas disse ao João Queiroz na entrevista que serve de tema de capa à edição de abril da Dragões.

Lembra-se de Ricardo Costa ter observado, no final do jogo com o Sporting, que ele e a equipa festejavam apenas uma vitória e não a conquista de um título? Com três pontos de vantagem, nos quais o treinador é incapaz de reconhecer uma “almofada de conforto” ou margem de segurança, o Dragão Caixa recebe esta noite o Benfica com lotação esgotada e a curiosidade acrescida oferecida pelo facto de o clássico do Andebol 1 acontecer 18 anos depois de o FC Porto ter quebrado um jejum com mais de três décadas. Talvez este vídeo possa servir de inspiração.

Do Mundo
Terry Peck, um rapper australiano que adotou o nome artístico de 2Pec e de quem não se conhece obra capaz de tocar os calcanhares de 2Pac (ou Tupac) – o rapper norte-americano que em 1996 foi mortalmente atingido durante um tiroteio em Las Vegas e nesta semana passou a fazer parte da história da música, ao entrar para o Rock and Roll Hall of Fame -, descobriu uma forma absolutamente original, embora ineficaz, de não pagar a conta do restaurante. Depois de comer duas lagostas e um polvo, regados com 21 shots de ostras e várias cervejas, Peck atirou-se ao mar, tentando escapar à conta de 565 euros. O azar do rapper é que a polícia de Gold Coast recorreu a jet skis e deteve-o rapidamente. Terry Peck, cheio de boas intenções, coitado, alegou que só se lançou ao mar para ajudar uma amiga que dava à luz na praia e ainda lhe sobrou fôlego para se queixar da cozedura das lagostas. Só faltou dizer que o “empurrarem”, como sugeriam os Íris nos idos de 1997. Quem se lembra?

Prepare-se, porque o insólito, que não é exclusivo australiano, pode chegar a grande velocidade e sem aviso. Foi precisamente isso que aconteceu na Ferrari Land, um parque temático nos arredores de Barcelona que se orgulha de concentrar “excitação, adrenalina e diversão” em mais de 70.000 m2 e de proporcionar “experiências únicas” como esta, em que um homem é atingido na cara por um pombo enquanto viaja na montanha russa “Red Force”, a mais alta e mais rápida atração do género na Europa, com 112 metros de altura e capaz de acelerar dos 0 aos 180 km/h em apenas cinco segundos. Depois do impacto, da surpresa e de se desfazer da companhia indesejada, o homem, que terá sofrido ferimentos no rosto, recuperou a pose inicial, de braço direito levantado, e voltou a desfrutar dos efeitos da velocidade furiosa como se nada fosse. Dê uma voltinha aqui.

Aconteceu
Há 36 anos, a 12 de abril de 1981, Mike Walsh quase fazia o resultado sozinho na receção à Académica, em jogo da 26.ª jornada da Liga portuguesa. Nas Antas, o FC Porto de Hermann Stessl venceu a equipa de Coimbra, treinada por Mário Wilson, e o avançado irlandês apontou quatro dos setes golos da goleada (7-0). Jaime Pacheco, Sousa e Niromar fizeram o resto.

Para ouvir
Hoje regressamos ao Brasil, a Curitiba e aos Copacabana Club, os tais que só cantam em inglês, para ouvirmos o tema “Up”. Porquê? Porque soa bem, porque soa a verão e porque é lá, bem “up”, que queremos estar. Fingers crossed, thumbs up.

Até amanhã,

Alberto Barbosa