Dragões Diário 20/12/2016

Bom dia,

De casa
O FC Porto venceu o Chaves por 3-1, embora para os registos vá constar apenas 2-1, mas a isso já lá vamos, no último jogo antes da pausa para o Natal. André Silva (não contou), Depoitre e Danilo fizeram os três golos do FC Porto, num jogo em que o Chaves se apanhou a ganhar depois de um remate aos trambolhões sobrevoar Casillas, que nada podia fazer.

Os Dragões fizeram um grande jogo, em crescendo, frente a uma boa equipa, embora muito dura, que é o Chaves, e frente a uma outra, liderada por Vasco Santos, que acabou por ser o maior adversário, porque às sucessivas interferências os nossos jogadores nada podem fazer a não ser continuar a lutar, como fizeram, sempre com o apoio dos adeptos.

O que aconteceu ontem no Dragão está a ser uma constante neste campeonato, com prejuízo colossal para o FC Porto. Só para falar dos lances mais importantes, foi anulado mal um golo a André Silva, por alegado fora de jogo. André Silva estava em jogo, o FC Porto na altura estava a perder, mas o árbitro assistente não teve dúvidas e levantou a bandeirinha para anular o golo. Nos lances de fora de jogo – e só nesses – a instrução é que em caso de dúvida se beneficie o ataque, pelo que se conclui que o assistente não teve dúvidas. Se teve a certeza que o lance era ilegal deve ser castigado e retirado das competições profissionais, por adulterar a verdade desportiva. Logo a seguir, Maxi Pereira foi abalroado por um adversário que nao saltou na vertical para disputar a bola, mas sim para cima do nosso jogador, derrubando-o, ficando mais um penálti por assinalar. Se Vasco Santos acha que este género de lances não deve ser assinalado então também tem de ser castigado e retirado das competições profissionais. Isto para não falar das incontáveis faltas e excesso de dureza permitida ao adversário, para além da cena macaca de ver o outro assistente a correr a dar uma bola aos flavienses quando os nossos jogadores lhes fizeram provar o veneno da queima de tempo.

Para o nosso lado vão 15 penalidades por assinalar, mais uma mão cheia de erros graves e nada acontece. Urge o Conselho de Arbitragem pronunciar-se, sob pena de ficar cúmplice de uma batota sem fim. A Federação Portuguesa de Futebol anunciou ontem um contrato com uma empresa para combater a viciação de resultados nas competições não profissionais, mas o problema está mais acima, em plenas competições profissionais. Toda a gente com um mínimo de bom senso aceita os erros de arbitragem como uma inevitabilidade, mas ninguém compreende que os erros penalizem sempre a mesma equipa. Isso mesmo disse no final o presidente Pinto da Costa, quando denunciou estas situações e resumiu tudo numa frase: “O FC Porto tem sido prejudicado e com arbitragens corretas teria outra classificação“.

Infelizmente, houve mais episódios lamentáveis num jogo que pela proximidade natalícia deveria ter sido mais tranquilo. O jornalista Nuno Martins, da TSF, insultou adeptos do nosso clube gratuitamente e com um vernáculo inapropriado, a jornalista Soraia Ferreira, da Agência Lusa, festejou o golo do Chaves. Os jornalistas têm direito a ter as suas preferências e normalmente os mais perigosos são os que as escondem, mas as bancadas de imprensa dos estádios de futebol não são locais para qualquer género de manifestação. Não o perceber é estar nos antípodas do civismo mais elementar, não ter o comportamento adequado é não ser digno de ostentar o título profissional.

Nuno Espírito Santo fez questão de partilhar a vitória com os adeptos: “Foi uma vitória justa. Merecíamos um jogo assim e os adeptos também, pois eles empurraram-nos para a vitória“, para logo a seguir lembrar o coração da equipa: “Não nos rendemos e jamais o faremos, independentemente do resultado. Até ao fim há jogo, é possível. A vitória chegou tarde, mas chegou”. O treinador terminou, como não podia deixar de ser, a criticar a arbitragem: “As coisas têm de ser justas e hoje, mais uma vez, não foram. Chegámos ao golo num momento difícil e tiraram-nos esse golo, mas não conseguiram tirar-nos a vitória”.

O plantel tem agora umas curtas férias natalícias, com o próximo treino marcado para o dia 27. Terminar este ciclo com a quinta vitória consecutiva mantém os índices de confiança bem altos, como se percebe pelas palavras de Danilo, Maxi Pereira e Marcano.

Quem infelizmente não vai te férias é Otávio, que ontem à noite, já depois do jogo, foi operado a uma pequena hérnia inguinal pré-existente, no Hospital da CUF Porto, pela equipa do cirurgião Carlos Magalhães. A intervenção correu bem e aproveita a pausa de Natal.

Antes do jogo Brahimi recebeu o prémio de melhor golo de outubro e novembro, consequência da votação organizada pela Liga. O golo distinguido foi marcado na vitória sobre o Arouca, na oitava jornada.

Do Mundo
As famílias com filhos gastam em média mais 658 euros por mês do que as famílias sem filhos, revelou o Instituto Nacional de Estatística. A despesa média dos agregados com crianças é de 25.892 euros anuais, contra 17.997 das famílias sem crianças. As despesas com habitação, transportes e alimentação continuam a ser as mais pesadas no orçamento das famílias portuguesas.

O concurso público internacional para a modernização do mercado do Bolhão, no centro do Porto, foi ontem lançado. Dois anos e um preço máximo de 25 milhões de euros são as premissas para um concurso que no final de janeiro fará a qualificação prévia dos candidatos. Em 2019 o Bolhão será mais um polo de atração do centro da cidade, mantendo a traça e a vocação original de mercado de frescos.

Aconteceu
Há 11 anos, a 20 de dezembro de 2005, a UEFA revelava o golo do ano e o escolhido era a trivela de Quaresma frente ao Rio Ave, em jogo da 3.ª jornada desse campeonato, disputado a 10 de setembro. O jogo com os vilacondenses aproximava-se do fim e o marcador continuava em branco até que, aos 88 minutos, o génio de Quaresma abriu o marcador – o FC Porto viria a vencer por 3-0 – com este remate fantástico.

Para ouvir
Os Whitney são uma banda norte-americana ainda muito pouco conhecida, mas o álbum Light Upon The Lake constará em todas as listas dos melhores discos do ano de música alternativa. Hoje ouvimos Golden Days.

Até amanhã,

Francisco J. Marques

Fonte: FC Porto