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Entrevista a Filipe: “Lutaremos pelo título até ao último gás”

Subida de rendimento do FC Porto e a redução da diferença para o topo da classificação fazem o brasileiro entrar em 2017 com a esperança renovada na conquista do campeonato

“O campeonato com o Benfica é à parte. Como eles estão no primeiro lugar, pensamos sempre no que eles fazem, porque queremos estar na liderança”
FELIPE
“Foi ruim termos passado por aquela sequência em que não marcámos golos e, quando entrou o Rui Pedro, um miúdo, e fez aquele golo bonito, foi um grito”
“Deveríamos ter tido um pouco mais de cuidado com o Benfica”
“Nós nunca nos iremos entregar. Vamos lutar 90, 95 minutos… o que os jogos tiverem. Será até ao último gás”
“Juventus? Não tinha preferência. Fosse o adversário que fosse, nunca iríamos baixar a cabeça”
“Vitória em Roma foi uma resposta. Até para nós”

Empate com o maior rival foi “como uma derrota” para o central, que admite pensar no que fazem os encarnados, porque quer tomar de assalto o primeiro lugar. Série de empates foi “uma lição” aprendida

Descontraída, franca e emotiva. A primeira grande entrevista de Felipe desde que chegou a Portugal foi assim. Teve como ponto de partida o desempenho do FC Porto no campeonato, mas desenrolou-se por vários outros temas: os oitavos de final da Liga dos Campeões, os elogios que Pinto da Costa realizou à dupla que constitui com Marcano, a influência do pai na sua carreira ou o sonho de, um dia, jogar pela seleção do Brasil. As próximas cinco páginas de O JOGO revelam um atleta que diz ter espírito guerreiro, como se exige num jogador à Porto, mas que não foi capaz de evitar as lágrimas quando foi confrontado com as notícias da queda do avião da Chapecoense.

O balanço destes primeiros meses é positivo ou podia ser melhor?

—Tivemos alguns altos e baixos. No início, estivemos muito bem, depois, tivemos aquela fase em que a bola não entrava e somámos muitos empates, mas voltámos a subir. Foi uma lição, que acabou por ser boa, porque não perdemos. A equipa está a crescer, a realizar ótimas exibições fora e dentro de casa e temos de manter este foco até ao final, porque virão coisas boas.

O treinador disse que a

diferença para o Benfica era quase anedótica. Partilha da mesma opinião?

—A diferença é de quatro pontos, mas sabemos que estamos no caminho certo. Tivemos aquela queda, levantámo-nos e agora temos de continuar assim. Querendo ou não, eles sabem que têm a pressão de estarmos logo ali atrás. Temos realizado ótimas exibições defensivamente e agora temos feito golos. Acho que esta luta pelos pontos entre os dois clubes deixa os adeptos satisfeitos. Preferíamos estar no primeiro lugar, mas também é importante fazermos bons jogos.

Mas o Benfica não deu muitos sinais de instabilidade até agora. Como é que se anula essa diferença?

—O campeonato com o Benfica é à parte. Como eles estão no primeiro lugar, pensamos sempre no que eles fazem, porque queremos estar na liderança. Por isso, os três pontos são importantíssimos, seja dentro ou fora de casa. Isso significa que o FC Porto terá de ser quase perfeito se quiser vencer o título? —Não digo perfeito, porque essa palavra é muito forte. Tem de ser consistente, manter esta concentração e não voltar a tropeçar como no início. Já tivemos uma lição. Por isso, para vencer o campeonato, temos de manter as boas exibições e conquistar ponto a ponto até ao final.

O que é que sentiram mais: ver a vitória escapar nos últimos minutos do jogo com o Benfica ou a série de cinco empates seguidos?

—Custaram os dois um pouco: a série de empates porque perdemos pontos e a partida com o Benfica porque foi como uma derrota. Fizemos um grande jogo, merecíamos a vitória e acabámos por so-

frer aquele golo no fim. Deveríamos ter tido um pouco mais de cuidado, mas são coisas que acontecem. Daqui para a frente, é para melhorar.

Como viveram aquela sequência de empates?

—Nem sei explicar… Olhava para o semblante dos jogadores e estavam todos muito em baixo, porque não acontece muitas vezes a defesa estar consistente, não sofrer golos e depois não conseguirmos marcar. Isso chateavanos. Mas os mais experientes sempre disseram aos mais novos que, no momento em que a bola entrasse, a partir daí, as coisas aconteceriam de forma natural. Sabíamos que podíamos sair daquela situação a qualquer momento, porque a equipa é muito boa, vem crescendo e o golo

acabaria por aparecer.

O que se assistiu nos festejos do golo e da vitória com o Braga foi o quê: uma descarga de adrenalina ou um grito de revolta?

—Foi um pouco de tudo. Foi ruim termos passado por aquela sequência em que não marcámos golos e, quando entrou o Rui Pedro, um miúdo, e fez aquele golo bonito, foi um grito. Ainda por cima porque estávamos naquela situação, porque o golo só surgiu no fim e porque nos permitiu acabar com a sequência de empates. O Luís [Gonçalves] até brincou dizendo que o problema tinha sido o mês de novembro, que foi muito mau. Por isso, foi um alívio, um desabafo e um grito de felicidade, porque toda a gente saltou, até os adeptos.

Foi um ponto de viragem?

—Sim. Teria sido mau se a equipa fosse perdendo, mas os empates permitiram-nos ir somando pontos. Mas, a partir daí, foi outro FC Porto. Criámos muitas oportunidades e a bola está a entrar. Nós nunca nos iremos entregar. Vamos lutar 90, 95 minutos… o que os jogos tiverem. Será até ao último gás. Temos aceitado muito bem esta ideia do Nuno e tem dado certo.

Portanto, foi mais uma questão psicológica.

—Sim. A vitória trouxe confiança. Depois do Braga, jogámos bem melhor. Até aí havia uma série de erros no passe por causa da ansiedade. Queríamos acelerar, mas a bola não entrava. Agora, já absorvemos que existe uma hora certa para atacar.

“Temos tudo para vencer a Juventus”

Nome do adversário nos “oitavos” da Champions não assusta o brasileiro

“Com a surpreendente vitória ao Roma, percebemos que tínhamos força”
“A oscilação no campeonato atrapalhou um pouco na fase de grupos”
Felipe
Central do FC Porto

Vitória na capital italiana foi a primeira vez que os dragões perceberam que tinham valor e que Felipe subiu ao céu por ter marcado. Tempo de se martirizar com os erros já lá vai

É de cabeça levantada que o FC Porto defrontará a Juventus. A garantia é de Felipe, que se recorda da forma como os italianos olhavam para a equipa no play-off com o Roma.

A vitória em Roma foi o ponto mais alto da época?

—Foi muito, muito importante, porque ninguém acreditava. Via os comentários nas minhas redes sociais, nos jornais e existiam muitas críticas. Foi uma resposta, até para nós. Com aquela vitória surpreendente, por 3-0, percebemos que tínhamos força.

Considera que os italianos olharam para vocês com alguma sobranceria?

—Sim, porque diziam que o FC Porto era menor, que não iria vencer e isso baixou a concentração do adversário. Acho que ficaram surpreendidos por termos chegado lá e jogado à bola.

Foi a primeira vez que tocou no céu depois de ter descido ao inferno com o autogolo na primeira mão?

—Foi. Por ser defesa, é complicado fazer um autogolo. Quando era mais novo, sentia muito isso e depois errava passes. Mas agora não me abalo. Aprendi que isso só nos faz mal. O lance aconteceu, bola para a frente. Não esperava fazer o golo em Roma, mas a bola chegou ali e cabeceei lá para dentro.

O que provocou as dificuldades

na fase de grupos?

—A oscilação da equipa no campeonato atrapalhou um pouco. Muitos transportaram o que acontecia para a Champions. Acabámos por deixar a qualificação para o último jogo, mas já passou. Apurámo-nos e agora temos de pensar no seguinte.

O sorteio dos “oitavos” colocou a Juventus no caminho. Preferia outro?

—Não tinha preferência. Fosse o que fosse, nunca baixaríamos a cabeça. Temos um objetivo, que passa por vencer sempre, e sabemos que temos todas as condições para o fazer.

Que percentagem atribui à equipa de atingir os quartos de final?

—Acredito cem por cento na equipa. Tenho um bom treinador, bons profissionais, suplentes, faço boas recuperações… Por isso, temos tudo para sair vitoriosos.

“Enviei elogios do presidente ao meu pai”

Insistência de Nuno na dupla Felipe-Marcano acabou com Pinto da Costa a classificá-la como uma das melhores da história. Brasileiro sublinha a sorte em ter o espanhol como parceiro

FELIPE
“Não podemos menosprezar [palavras do presidente], mas temos de encarar como normal, porque temos de melhorar sempre”
“Nem três Ikers agarravam o tiro do Djoussé”
“O Marcano é um grande companheiro e posso dizer que tenho muita sorte em jogar com ele”
“Eu falo bastante, porque gosto de corrigir. Mas hoje, até por ser o capitão, o Marcano impõe-se mais”

Central revela que sentiu, desde o primeiro dia, que formaria uma boa parceria com Marcano. As características e a postura no relvado, diz, são idênticas. Por isso, aceita os epítetos de “Xerife” e “Patrão”

Indiscutível na defesa menos batida da I Liga, Felipe agradece a Nuno a confiança que lhe transmitiu depois de ter feito um autogolo com o Roma, quando tinha um pretexto para o tirar. O resultado da aposta está à vista, até porque, garante, o entendimento com Marcano é fácil.

Como é que dois jogadores que nunca trocaram um passe até julho têm um entendimento como o que tem com Marcano?

—Quando comecei a treinar, vi que tínhamos algumas coisas em comum. O Marcano é canhoto, eu destro, ele é uma pessoa que aceita o que eu digo, eu aceito o que ele diz e isso também ajuda muito. É um grande companheiro e posso dizer que tenho muita sorte em jogar com ele, porque às vezes encontramos alguns que não querem ouvir ou querem ser melhores. Isso atrapalha um pouco. Mas nós só estamos aqui para ajudar a equipa.

Em que medida Nuno Espírito Santo vos ajudou a jogarem quase de olhos fechados?

—A confiança e a crença que ele deposita em nós desde o começo faz com que, hoje, consigamos caminhar muito bem. Quando aconteceu o autogolo, ele podia ter-me tirado da equipa, mas não; insistiu comigo. Uma vez, até conversou comigo para me manter tranquilo.

Quem fala mais durante o jogo?

—Eu falo bastante, porque gosto de corrigir. Mas hoje, até por ser o capitão, o Marcano impõe-se mais.

Até nisso nos entendemos bem. Então, pode dizer-se que o Felipe é o “Xerife” e o Marcano o “Patrão”?

—Sim, sim… [risos] Pinto da Costa considerouvos uma das melhores duplas de sempre do FC Porto. De que forma recebeu estes elogios?

—Quando vi as palavras, a primeira coisa que fiz foi enviar para o meu pai, porque é a pessoa que fica mais orgulhosa com essas coisas. Foi ele que insistiu, que sempre acreditou em mim e quando viu a notícia ficou ‘megafeliz’. Não foi qualquer pessoa que o disse, foi o presidente. Por isso, fico cheio de orgulho. É o reconhecimento do trabalho.

A responsabilidade aumentou depois dessa declaração do presidente?

—Sim. Quando estamos a fazer um bom trabalho, temos sempre a responsabilidade de o fazer. Não podemos menosprezar, mas temos de encarar isto como algo normal, porque temos de ter sempre o objetivo de melhorar.

Foi frustrante ver o recorde do clube de minutos sem sofrer golos escapar frente ao Marítimo?

—Estávamos preparados para a possibilidade de sofrermos um golo. E foi um belo golo. Um remate que nem três Ikers [Casillas] conseguiram agarrar. Mérito para o Djoussé. Mas isso não quer dizer que somos uma defesa má; não. Continuamos sólidos e agora é fazer os possíveis para não voltarmos a sofrer, sabendo que há outros objetivos.

“Os árbitros têm de ter mais cuidado”

Central gosta de ver a parte humana da arbitragem, mas entende as críticas feitas pelo clube

“Houve jogos com muitos casos de arbitragem, em que depois foi confirmado que existiram penáltis”

O julgamento a olho nu é difícil. Felipe reconhece-o e, por isso, prefere não julgar os árbitros. Mesmo assim, deixalhes um conselho. O clube tem-se queixado muito das arbitragens. Com que impressão tem ficado dentro do campo? —Tento sempre ver a parte humana da arbitragem. A olho nu é complicado; por vezes ficamos na dúvida se foi ou não. Por isso, prefiro não julgar. Por vezes, lá de trás, fico com uma ideia e, depois, quando vejo a repetição, onde é muito mais fácil, é que tiro as dúvidas. Agora, existiram jogos com muitos casos de arbitragem, em que depois foi confirmado que existiram penáltis ou que foram marcados golos depois de o adversário controlar a bola com a mão… Eles não querem errar, mas têm de ter mais cuidado.

“Sou um jogador à Porto”

ATITUDE Brasileiro já conhece os valores do clube e não tem dúvidas

“Aceito a responsabilidade de ter de fazer boas exibições, porque é o meu nome e o nome da minha família que estão em jogo”

Puxar os adeptos para o jogo é uma marca registada do Xerife, seguidor de uma das velhas máximas do futebol: ou vai a bola ou o jogador. Responsabilidade de fazer boa exibição não lhe pesa nos ombros

A mudança para Portugal obrigou Felipe a fazer várias alterações: ser mais rápido, correr mais e uma alimentação mais cuidada. Terminada a adaptação, pretende fazer história no FC Porto.

Já lhe explicaram o que é um jogador à Porto?

—Já. Depois do jogo em que levantei os adeptos [Benfica], começaram a chamar-me de jogador à Porto. Na altura ainda não sabia o que era e decidi perguntar para um português.

E encarna esse espírito?

—Eu sou assim: nunca desisto. Os adeptos são o 12.º jogador e, por isso, vibro quando tiro uma bola, porque sei que eles estão connosco. E a equipa também tem de o sentir. Quando sabemos que as pessoas que torcem por nós são mais um jogador, temos de dar tudo. Como diz um amigo meu, é bola ou “bolinha”, ou seja, é bola ou jogador.

Acredita que já conquistou os adeptos?

—[Sorriso] Prefiro que sejam eles a dizer. Procuro apenas fazer bem o meu trabalho dentro do campo, para que possa fazer história no FC Porto. Aceito a responsabilidade de ter de fazer boas exibições, porque é o meu nome e o nome da minha família que estão em jogo.

Qual foi a maior dificuldade na adaptação ao futebol português?

—A velocidade. No Brasil pode jogar-se com o campo molhado ou não, dependendo da temperatura, com a relva alta e aqui é sempre do mesmo tamanho e molhada. Por isso, é muito mais rápido. Também percebi que corro mais. Depois, havia a alimentação. Não por ser diferente, mas porque comia outras coisas de três em três horas e aqui como uma coisa mais leve. Mas agora já estou bem adaptado.

“TAÇA? NÃO ESPERÁVAMOS IR AOS PENÁLTIS”

“Todos trabalharam bem
os penáltis, chegaram ao jogo
e bateram da mesma forma,
mas temos de dar mérito
ao Chaves”

Responsabilidade de não poder falhar, numa altura em que a equipa estava em crise na finalização, pesou no desfecho da ronda

Pelo sim, pelo não, o FC Porto trabalhou a marcação de grandes penalidades na semana que antecedeu a eliminatória com o Chaves. Mas Felipe revela que os jogadores sempre acharam ser capazes de resolver o assunto antes.

O afastamento da Taça de Portugal foi mais duro por ter sido no desempate por penáltis?

—Foi ruim, porque tivemos uma semana de treinos proveitosa, em que acertámos vários penáltis. Não esperávamos ir a penáltis; achávamos que poderíamos ganhar antes. E naquele momento surgiu a responsabilidade de não podermos falhar. No entanto, não podemos pensar apenas em nós. O Chaves esteve bem defensivamente, conseguiu segurar o empate, levou o jogo para os penáltis e bateu muito bem. Temos de aceitar. Não foi bom, mas existem outras competições importantes em que temos de estar fortes.

A pouca eficácia que a equipa vinha revelando pesou naquele momento?

—Sim, influenciou um pouco. Quando se falha, é o nosso nome que está em jogo naquele momento. Mas é o risco que corremos. Todos trabalharam bem os penáltis, chegaram ao jogo e bateram da mesma forma, mas temos de dar mérito ao Chaves.

“Mais cedo ou mais tarde o Tite vai chamar-me”

SELEÇÃO Central foi chamado uma vez à canarinha, mas não ficou. O ingresso no FC Porto e o périplo que o selecionador vai fazer pela Europa em janeiro alimentam-lhe a esperança no regresso

“Tenho o objetivo de chegar à seleção brasileira e manter-me. Já fui convocado uma vez, devido à ausência de um jogador, mas agora quero chegar lá e jogar”
“No FC Porto estou mais perto da Seleção”
“É bom saber que o Tite virá a Portugal para ver os brasileiros. Espero impressioná-lo”

Portista sabe que o antigo treinador do Corinthians não convoca pelo que lhe dizem e, por isso, espera impressioná-lo quando ele passar por Portugal para avaliar a sua evolução

O salto para a Europa não faz Felipe parar de sonhar. Jogar pelo escrete está entre as prioridades, assim como ser pai pela primeira vez. Representou um dos maiores clubes do Brasil, foi campeão, ganhou um troféu internacional, saltou para a Europa… O que lhe falta na carreira? —Tenho o objetivo de chegar à seleção brasileira e manterme. Já fui convocado uma vez, devido à ausência de um jogador, mas agora quero chegar lá e jogar. Tinha a ambição de jogar na Europa, hoje estou num clube ótimo, mas tenho mais desejos. Nunca podemos estacionar. Temos de pensar sempre no futuro. Tenho 27 anos, está a ficar um pouco tarde, mas ainda quero ter um filho. Acredita que a vinda para o FC Porto o colocou mais perto ou mais longe de chegar à seleção? —Acho que fiquei mais perto. Se tivesse ficado no Corinthians e continuasse a fazer bons jogos, talvez estivesse na seleção. Mas como o FC Porto é um clube de boa expressão e temos vindo a fazer boas exibições, creio que estou muito mais próximo. Estou muito feliz e sei que, mais cedo ou mais tarde, o Tite vai chamar-me. Alguma vez falou com Tite depois de ter sido nomeado selecionador? —Dei-lhe os parabéns quando ele foi nomeado, mas a partir daí nunca mais falei com ele. Converso com pessoas ligadas ao Corinthians, mas com ele não falo há muito tempo. Em janeiro ele fará uma viagem pela Europa para avaliar alguns jogadores. Acredita que o poderá impressionar? —Espero que sim. Ele é uma pessoa que gosta de ver com os próprios olhos; não vai pelo que lhe dizem. É bom saber que ele virá a Portugal para ver os brasileiros.

“Chorei com a tragédia da ‘Chapecó’”

Muitas pessoas têm o coração fechado (…), mas o Atlético Nacional está de parabéns”
“O Alex e o Otávio tinham amigos lá [Chapecoense]. Os dois amigos do Alex estão vivos, mas naqueles dias ficou muito em baixo”
“Próximo ano do Corinthians será melhor”

Acordar com a notícia da queda de um avião com compatriotas e companheiros de profissão deixou o central desolado. Brasileiros do plantel, garante, sofreram muito nesses dias. Especialmente Alex Telles. Quando recebeu a notícia do acidente com o avião da Chapecoense? —Recebi da minha esposa, quando acordei para o treino. Quando ela me disse, só queria saber onde tinha sido. Depois, no carro, emocionei-me enquanto ia para o treino, porque joguei contra aqueles jogadores, que foram sempre respeitadores, que tinham o seu objetivo, um tinha a filha para nascer, outro era casado… Colocámo-nos sempre no lugar deles, porque também viajámos muito. Foi muito triste. Quando cheguei a casa, também chorei. De que forma é que os brasileiros do plantel sentiram esta tragédia? —Foi complicado, porque o Alex[Telles]eoOtáviotinham amigos lá. Foi uma semana dura. Os dois amigos do Alex estão vivos, mas ele ficou muito em baixo naqueles dias e é umapessoamuitoalegre.Acho que até chegou a ficar um jogo fora por causa disso. Não atingiu só a família dos jogadores que caíram; o mundo comoveu-se. A entrega do título de campeão da Copa Sul Americana foi uma homenagem justa? —Muito justa. Muitas pessoas têm o coração fechado e poderiam não dar o título por causa do ego, mas toda a gente aceitou bem a atitude que tiveram pela “Chapecó”. O Atlético Nacional está de parabéns. De tudo o que foi proposto para ajudar a equipa, qual é a melhor opção? —Todas são bem-vindas. Eles perderam a ‘família’, jogadores com futuros promissores, que levaram a “Chapecó” onde nunca esteve. Todo o tipo de ajuda é boa para o clube. Como corinthiano, como se sentiu ao ver o clube acabar o Brasileirão no sétimo lugar? —Foi complicado. Independentemente do horário, assisti aos jogos e é ruim saber que a equipa tem um objetivo e não pode fazer nada para ajudar; apenas torcer e apoiar os meus companheiros. Mas todos já passaram por isso e o próximo ano será muito melhor.

 

Fonte: Ojogo

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