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Entrevista: Moncho López: “Colocam os jogadores do FC Porto por não serem MVP semanais”

O treinador de basquetebol Moncho López gosta do FC Porto líder, mas não quer voltar a ver o que viu no pavilhão da Luz e em Guimarães

A 16.ª jornada da Liga Portuguesa valeu ao FC Porto a liderança isolada. O campeão passou para a frente numa altura em que ainda não tem a equipa completa e quando se avizinham jogos que prometem colocar à prova os dragões, como a deslocação ao Barreiro, onde caíram Vitória de Guimarães, Ovarense e Benfica, e a jornada dupla com a receção aos vitorianos e aos vareiros.

O técnico Moncho López não esconde a prudência, mas aproveita o momento para elogiar a equipa. “Estamos em primeiro num campeonato, assumido por todos, muito mais complicado. Isso não garante nada porque para a semana podemos perder, mas a equipa está em evolução e a eficácia tem aumentado muito relativamente à época passada”, refere o treinador, apontando: “Muitas vezes põem em causa a qualidade dos jogadores que o FC Porto contrata por não serem MVP semanais, mas em termos coletivos somos uma equipa de topo; não só pelas vitórias, mas pelas estatísticas. O brilho individual sistemático aqui não é fácil.”

“Temos 16 jogos e só fizemos dois na máxima força; as duas primeiras jornadas. Depois faltou sempre alguém”

Lembrando os três desaires, Moncho López considera: “Foram derrotas duras, duas delas com o Benfica. Falta a segunda fase, vamos voltar a defrontarmo-nos e tentar defender este primeiro lugar.”

Para o treinador, “há um dado positivo” no percurso do FC Porto: “Temos 16 jogos para o campeonato e desses apenas fizemos dois na máxima força e foram as primeiras duas jornadas. A partir daí sempre faltou alguém. Agora não temos Jeff. Tinsley perdeu seis jogos europeus e para o campeonato uns dez. Tentamos ter uma filosofia de jogo de distribuição de responsabilidades grande e é assim que colmatamos ausências.”

Neste momento, Moncho López diz-se “preocupado com a consistência” e realça: “Temos perdido poucos jogos, mas temos tido demasiados altos e baixos. Se isso acontecer em alguns jogos pode ser complicado. Estamos a trabalhar nisso. Por exemplo, em Guimarães: a primeira parte foi horrível. O jogo na Luz: o Benfica jogou bem e vi a minha equipa pouco trabalhadora. Agora, a equipa mostra concentração e ambição de trabalhar, corrigir e construir.”

“Jeff Xavier dificilmente estará apto a curto prazo”

Com os problemas físicos que afetaram o FC Porto – depois de Bradley Tinsley, Jeff Xavier ficou impedido de jogar desde 8 de dezembro -, chegou Thomas Bropleh, mas, devido ao limite de estrangeiros – quatro por equipa; o FC Porto tem neste momento: Tynsley, Jeff Xavier, Thomas Bropleh, Nick Washburn, Sasa Borovnjak – o clube terá de fazer opções. “O contrato de Bropleh prolonga-se até ao fim do mês de fevereiro. No dia 28 de fevereiro, acaba a possibilidade de substituir jogadores. Se calhar antes disso pode haver decisão.

Neste momento, não temos o Xavier recuperado totalmente. Quanto à previsão, não sei. Num curto prazo, dificilmente estará apto. Vamos ter a Taça Hugo dos Santos [2 a 5/02] e gostava de poder contar com ele para depois decidir. Na Taça Hugo dos Santos estarão os que estejam em melhor forma. Se Jeff for um deles, será”, explica Moncho López.

Bessa e Bastos ao nível da seleção

Moncho López tem orgulho em dizer que “três dos jogadores mais utilizados são portugueses”. Para ele, “significa que há atletas nacionais de enorme qualidade”, acrescentando: “É uma boa notícia para o selecionador nacional. O FC Porto tem colocado jovens a um nível alto. Até há pouco Queirós e José Silva eram indiscutíveis jogadores de seleção, creio que ainda são, e estão aí com força André Bessa e Pedro Bastos; o campeonato que estão a fazer, reivindica-o fortemente. Defendemos o basquetebol nacional.”

Exemplo da Rússia agrada aos dragões

O FC Porto propõe que Portugal siga o exemplo da Rússia. “Nas reuniões de clubes somos os únicos que defendemos que se tem de garantir um número de jogadores portugueses no boletim de jogo”, afirma Moncho, acrescentando: “O exemplo russo é bom: são obrigados a ter sempre dois jogadores nacionais em campo. Por isso, falar do aumento de estrangeiros, sim, mas compensar com uma medida idêntica. O FC Porto não quer seis estrangeiros, quer seis jogadores no boletim de jogo que possam representar a seleção. O regulamento permitira 12 dos quais nenhum poderia representar a seleção. Poderíamos pensar na obrigatoriedade de seis nacionais no boletim, dois nacionais sempre em campo e vamos propor isso. Também gostávamos obrigar a um número de jogadores sub-23.”

Em defesa do jogador português

“O FC Porto quer garantir em todos os jogos da Liga a presença de um número suficiente de jogadores que possam representar a seleção portuguesa, o que não acontece”, anota Moncho López, esclarecendo: “Sempre defendemos a inscrição no boletim de jogo de um mínimo de seis jogadores que pudessem representar a seleção. Neste momento, os regulamentos não o permitem. Podemos ter equipas com 12 jogadores dos quais nenhum representaria a seleção, porque a federação permite apenas quatro jogadores não formados em Portugal, mesmo que tenham passaporte português e então contam como estrangeiros.”

“O FC Porto defende o jogador nacional, investe em formação, tem jogadores nacionais e dá-lhes espaço”, adianta o técnico, continuando: “FC Porto e Benfica são os clubes que mais fazem pela formação. São os que estão a trabalhar mais com treinadores mais conceituados na formação, com técnicos a tempo inteiro. O campeonato português está cheio de jogadores que saíram de FC Porto ou Benfica. Acho injusto e é mentira quando se diz que o FC Porto não pensa na seleção ou no basquetebol português. O FC Porto tem quatro estrangeiros, cinco com Ferrán, e o jogador com mais minutos é um português [José Silva].”

Na opinião do treinador, “é preciso saber que o regulamento penaliza o jogador português e causa handicaps a quem quer competir na Europa.” Por fim, o timoneiro portista defende: “Se FC Porto e Benfica pensassem só em si provavelmente o campeonato não seria tão equilibrado, os jogadores nacionais da seleção estariam nos dois clubes e o campeonato perderia qualidade.”

Fonte: Ojogo