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Entrevista :Ricardo Costa e o FC Porto «Se não corria bem, ia tudo pelos ares»

Defesa falou com o Maisfutebol sobre as conquistas de dragão ao peito e apontou a chave de todos os sucessos: «Um balneário forte»

Oito anos de dragão ao peito, treze títulos, muitas memórias: Ricardo Costa não esquece os anos ao serviço do FC Porto, «os melhores da carreira».

Uma escalada épica que começou aos 18 anos na equipa B, na longínqua época de 1999/00, e culminou no alto de um palanque, com a Taça Intercontinental em mãos e o esgotado Estádio Yokohama como pano de fundo, na também distante temporada de 2004/05.

O ponto alto de um palmarés assinalável, composto, entre outras medalhas, por uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, quatro Ligas portuguesas, três Taças de Portugal e três Supertaças Cândido de Oliveira.

Se, em 1999/00, perguntassem ao jovem Ricardo Costa, recém-chegado ao FC Porto, se acreditava que dezassete anos volvidos iria recordar, em entrevista ao Maisfutebol, todos estes troféus, a resposta mais provável seria «não».

Mas longe do mundo dos «se’s» e na esfera da realidade – e reais são também os títulos -, o pedido de entrevista surgiu e o «Sim» foi imediato.

RC: Sem dúvida. Ganhámos tudo no Porto. Até uma Intercontinental. Na altura cobrei um penálti em que se falhasse perdíamos. Foi um momento complicado. As pernas tremiam porque tinha todos os olhares em cima de mim (risos). Estava tudo à espera do que eu ia fazer, 90 mil pessoas no estádio Yokohama. Mas acabei por marcar e depois ganhamos o título. Foram os melhores anos da minha vida, momento únicos. Pelos títulos, pelas amizades inabaláveis que construí, pela ligação fortíssima que havia entre todos: treinador, jogadores, presidente, staff. Éramos uma família e era por isso que se vencia. O Porto era uma segunda casa para nós. Fica no coração.

MF: O que lhe parece o atual momento do FC Porto?

RC: Aquilo que vejo agora é o Porto a construir um novo plantel para ser campeão. Sabendo quem está no banco e conhecendo o staff, vão ser campeões. O único revés é terem muitos jogadores jovens, o que às vezes complica a gestão dos jogos. Falta traquejo nos momentos de segurar. Na nossa altura tínhamos muitos jogadores com muita experiência, muita sabedoria, que sabiam gerir os momentos do jogo. Sabiam discutir com o árbitro para acalmar o jogo, conheciam a altura certa de atacar e defender. Mas acredito que vão ser campeões.

MF: A juventude é o que diferencia o FC Porto de agora do que conquistou a Liga dos Campeões?

RC: A diferença está no balneário. Tínhamos um balneário muito forte, em que todos se destacavam. Em âmbitos diferentes, mas todos tinham o seu papel. Para ser campeão é preciso ter um balneário que resolva todos os problemas. Isso é muito difícil. É o balneário que dita resultados. Às vezes, chegávamos no intervalo e, se as coisas não estivessem a correr bem, ia tudo pelos ares. Começávamos aos pontapés a tudo, aos cestos da roupa, aos bancos… Tínhamos de acordar e dar a volta. Mas essa é a chave do sucesso, é ter raça e querer.

MF: Do que viu e do que conhece da altura em que jogou com Nuno, acredita que poderá conduzir o FC Porto ao título?

RC: Nuno tem uma grande capacidade para levar o Porto ao sucesso, é um líder. Os adeptos têm de respeitar o trabalho dele. Espero como amigo e companheiro que ele consiga os objetivos. Quero que sejam campeões e que sejam muito felizes. É um plantel novo, mas o Porto tem sempre aquele sentimento especial de jogar contra tudo e contra todos. Na nossa altura, sabíamos que íamos jogar 11 contra 12, porque os adversários tinham um plus de motivação e força para vencer o FC Porto.

MF: Mourinho conduziu o FC Porto a uma Taça UEFA e a uma Liga dos Campeões. Como o caracteriza?

RC: O Mourinho é e vai continuar a ser um treinador de top. Todos os resultados que ele conseguiu falam por ele, aliás. É uma excelente pessoa, um líder, um psicólogo quando tem de ser, um segundo pai. Em suma, é um treinador muito completo. Tenho uma admiração e um carinho enorme por ele. Foi ele que apostou em mim, só posso estar-lhe grato.

MF: Alguma vez equacionaram conquistar a Liga dos Campeões ou houve uma altura específica em que se tornou um objetivo?

RC: Nunca pensámos na Champions. O objetivo era passar a fase de grupos e depois ir jogo a jogo. Depois da vitória em Manchester, o Mourinho assumiu publicamente que podíamos lá chegar. Jogamos as meias-finais com tudo frente ao Corunha. Tínhamos que ganhar depois daquela campanha. Ou era naquele ano, ou não era nunca mais.

MF: O FC Porto é o clube do coração?

RC: Sempre assumi que o clube do meu coração é o FC Porto. Deu-me tudo. É o clube que sinto, o clube da minha alma. Atribuo a minha formação ao Boavista, mas o meu clube é o Porto. Não há como não adorar depois de tantas conquistas. Mas acima de tudo sou profissional. Ainda hoje, se me dissessem para eu ir para o Sporting, para o Vitória, eu ia e defendia esse clube até à morte. Se tivesse de meter a cabeça onde o outro homem vai meter o pé, eu metia.

Fonte: Maisfutebol

O Maisfutebol apanhou boleia na simpatia do antigo jogador do FC Porto – agora ao serviço do Lucerna -, que, em conversa com o nosso jornal, contou algumas histórias marcantes da sua passagem pelo Dragão.

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