Entrevistado pela «Gazzetta dello Sport: Casillas admite deixar o FC Porto

Guarda-redes admite deixar o FC Porto

Casillas: «Futuro? Estou a refletir»

Entrevistado pela «Gazzetta dello Sport», Iker Casillas admitiu deixar o FC Porto, embora exista uma cláusula que permite prolongar a ligação aos dragões por mais um ano.

«Estou em standby. Há uma cláusula que permite ficar mais um ano no FC Porto, mas estou a refletir. Vamos decidir em conjunto», disse o guarda-redes espanhol.

«Outras opções? A Juventus», atirou Casillas. «Brincadeiras à parte, deviam contratar o Donnarumma. Deixá-lo emprestado um ano ou dois, enquanto Buffon não se retira, e depois chamá-lo para Turim. Na Europa não há outro guarda-redes assim, não há um jovem de 18 anos com tanta qualidade. Claro que ainda precisa amadurecer, um ano ou dois, mas as qualidades são evidentes», recomendou o guarda-redes do FC Porto.

Em todo o caso Casillas considerou que a Serie A seria «uma ótima opção» para a sua carreira. «Agora estou no exílio português, mas claro que gostaria de jogar em Itália. E que bom seria fazer mais alguns jogos contra o Gigi (Buffon)», projetou.

«Ele começou com 17 e eu ainda nem tinha 14. Para mim era incrível pensar que um rapaz um pouco mais velho do que eu conseguisse atingir aquele nível no Parma. Era um exemplo, alguém que admirava, alguém a quem seguia os passos e invejava», elogiou.

Relativamente à final da Liga dos Campeões, Casillas garantiu que, «se o adversário não fosse o Real Madrid, desejaria, do fundo do coração, que Buffon vencesse». «Venceu quase tudo, mas esse é um troféu que lhe falta e pesa muito. Fez uma grande época, está de novo na final e para nós, os velhos, como eu e o Cech, é algo positivo. Mostra que, aos 39 anos, podes continuar a ser competitivo», afirmou.

Casillas até gostaria de ver Buffon conquistar a Bola de Ouro, embora tenha reconhecido que é difícil imaginar um guarda-redes com o galardão. «É muito complicado. Houve alguns momentos em que isso podia ter acontecido, como o Schmeichel em 1999, quando vence o “triplete”, ou o Kahn em 2002. E nunca mais houve alguém realmente na luta. Somos os marginalizados do grupo. Só venceu o Yashin em 1963. Passou tanto tempo que já nem nos lembramos.»

«Gostava que ganhasse um espanhol. O Sergio Ramos, por exemplo, mas é sempre a mesma história: só ganhámos uma vez e foi nos anos 60. Tivemos a possibilidade com Raúl, Iniesta, Xavi, Fernando Torres e agora com o Sergio. Mas acredito que será novamente para o Cristiano, sobretudo se o Real vencer a Liga dos Campeões», acrescentou Casillas.

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