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Extra: Empresas portuguesas na vanguarda da indústria do futebol

Os lusos estão por trás da principal marca de nutrição desportiva da Europa, na inovação de equipamentos para futebolistas e na criação dos logos e cachecóis das provas da UEFA e da FIFA

Pelos muitos milhões que todos os anos movimenta, o futebol é cada vez mais visto como uma autêntica indústria, que se estende muito para lá das quatro linhas. De facto, à volta do aclamado desporto rei, gravitam ideias, projetos e negócios que crescem com a modalidade e a enriquecem, explorando áreas tão diversas como a indústria têxtil, os equipamentos desportivos, a nutrição e até o design gráfico. O ano que ontem terminou foi o melhor de sempre para o desporto português e aqui apresentamos alguns exemplos de negócios paralelos ao futebol, com carimbo nacional, que também encontram motivos para celebrar.

Em Vizela, os 80 funcionários da fábrica 4Teams desdobram-se para responder às encomendas. A empresa começou por fabricar etiquetas e entrou em força no merchandising desportivo em 2006, com a produção dos cachecóis oficiais de todas as provas da UEFA e da FIFA.

De adereços indispensáveis para adeptos a equipamentos não menos importantes para futebolistas, viajamos até à SAK Project, especializada em caneleiras feitas à medida. Fabricadas à base de materiais militares que se adaptam totalmente à perna e com a possibilidade de serem personalizadas a nível gráfico, as caneleiras da SAK levaram menos de três anos a serem um caso de sucesso entre futebolistas. O que também passou a fazer parte da rotina dos jogadores, pelo menos de uma forma mais estruturada, foi a suplementação alimentar. A Prozis entrou em força nos campeonatos portugueses, fornecendo produtos que vão desde a recuperação muscular à prevenção de lesões.

Noutro âmbito, uma empresa portuguesa foi responsável pela criação dos logos dos últimos dois Europeus, da Copa América 2015 e da Taça das Confederações e campeonato do mundo que vão decorrer na Rússia. A Brandia não só ofereceu um “rosto” a estas competições, como tratou de toda a identidade gráfica.

PROZIS

Longe vão os tempos em que os jogadores de futebol comiam bifes com batatas fritas em dia de jogo – como o FC Porto, na final da Taça dos Campeões Europeus, em 1987, por exemplo. Surgiu mais preocupação com a alimentação e, mais recentemente, com a suplementação. A Prozis, uma empresa portuguesa fundada em 2006 por Miguel Milhão, entrou em força no futebol, colmatando lacunas e facilitando o acesso a diversos produtos, que vão desde bebidas energéticas a batidos proteicos. “Somos parceiros oficiais de nutrição de mais de 20 clubes nacionais e internacionais, como o Sporting, Benfica, Mónaco e Valência. No futebol são exigidos altos níveis de desempenho e os atletas têm de se suplementar com produtos que aumentem a performance, diminuam o risco de contrair lesões e aumentem a capacidade de recuperação”, explica o fundador e CEO da Prozis, que já é a maior marca de suplementação desportiva da Europa. Para isso contribui o “forte controlo antidoping” aos produtos e a resposta positiva dos jogadores. “Têm sido feitos inúmeros estudos científicos que atestam que os atletas que tomam suplementação têm desempenhos superiores aos que não tomam”, continua Miguel Milhão.

4TEAMS

O cachecol é praticamente obrigatório para os adeptos de futebol nos estádios e fazem as delícias de muitos colecionadores. De Vizela saem os cachecóis oficiais de várias equipas europeias e das provas da UEFA e da FIFA desde 2006. “Tivemos a sorte ou o engenho de descobrir uma empresa inglesa que trabalha com a Liga dos Campeões, Liga Europa, campeonatos do mundo e da Europa. De dois em dois anos temos um pico de produção”, refere Pedro Santos, diretor da empresa 4Teams. “O ano de 2016 foi muito bom para Portugal. Também trabalhamos com a FPF e tivemos mais de meio milhão de euros em vendas, a vitória no Europeu teve um grande impacto no mercado interno”, acrescenta Pedro Santos. Inglaterra, Espanha, Alemanha, França, Portugal e Suécia são os principais mercados da 4Teams, mas o interesse dos adeptos alemães é especial. “Eu torço sempre pelo Bayern Munique, é o clube que mais compra, assim o Dortmund”, revela Pedro Santos, com excelentes memórias da “final de sonho” da Liga dos Campeões, em 2013, que opôs os dois rivais. A propósito, quando O JOGO visitou a fábrica, estavam 300 mil cachecóis prontos a serem enviados para a federação alemã. No futuro, Pedro Santos gostava de explorar o mercado norte-americano e explica o método que considera ser mais rentável para este negócio. “Geralmente os clubes vendem as licenças e as empresas que as compram é que são os nossos clientes. O Benfica é uma das exceções, trata diretamente da venda e distribuição e esse é o caminho que, mais tarde ou mais cedo, todos vão seguir”, conclui.

BRANDIA CENTRAL

Se pensar numa competição de seleções, visualiza a equipa vencedora e, muito provavelmente, o logótipo que serviu de “rosto” à prova e que mesmo quem não é seguidor de futebol reconhece. A empresa Brandia Central, com 30 anos de existência, liderou o projeto de criação não só do logótipo, mas de toda a identidade gráfica (códigos de cores, grafismos, tipos de letra, etc…) do Europeu”2012, das qualificações europeias para Europeus e Mundiais, da Copa América 2015, do Europeu”2016, da Taça das Confederações de 2017 e do Mundial”2018. No caso da Copa América, realizada no Chile, a empresa também criou a mascote oficial e, pela primeira vez, a animação de abertura que é usualmente transmitida pelas televisões antes dos programas alusivos à prova. O processo requer largos meses de trabalho, em que os profissionais transportam a identidade do organizador para um logótipo. No Europeu”2016, o troféu Henri Delaunay, que nem sempre era reconhecido pelos adeptos, teve um papel de destaque e a inspiração principal foi um dos cartões de visita da França, a arte, que a Brandia conectou com o futebol.

SAK PROJECT

Quase todos os anos, as marcas desportivas inovam na criação das chuteiras, mas houve um português que decidiu aplicar-se na modernização de outro adereço indispensável, as caneleiras. Nascia assim, em 2013, a SAK Project, que fabrica caneleiras à medida exata da perna do jogador e permite-lhe personalizar graficamente o produto. “Apresentámos o projeto à Seleção Nacional e começámos a equipar grandes clubes nacionais e alguns jogadores do Real Madrid, Atlético, Juventus, Chelsea, Manchester United, Manchester City, Mónaco…”, explica o fundador da empresa, Filipe Simões, que já perdeu a conta aos jogadores que preferem comprar as caneleiras SAK do que usar as que são oferecidas pelas marcas que os patrocinam: “No último Europeu e na última Copa América, sensivelmente metade dos jogadores tinha caneleiras SAK.” Bastam 30 segundos para se digitalizarem as pernas dos jogadores. “A partir daí, desenhámos umas caneleiras que vão encaixar perfeitamente e, como usamos materiais militares de última geração, elas são muito confortáveis e dissipam a energia dos impactos”, prossegue Filipe Simões, que já recebeu diversos agradecimentos: “As equipas médicas ficaram espantadas por, dada a energia do impacto, verem o atleta escapar sem lesões.”

Dado o sucesso, a SAK expandiu o mercado e chegou às lojas desportivas em 13 países. Em Portugal, há 11 espaços onde qualquer pessoa, por um preço mais acessível, pode adquirir umas caneleiras já fabricadas, com base nas três formas anatómicas mais representativas de uma extensa base de dados. Se preferir, também pode ter um produto feito à medida, num serviço disponível em duas lojas lusas.

Fonte: Ojogo

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