FC Porto-Marítimo, 2-1 (crónica)

A redenção de Brahimi, a inviolabilidade destruída à bomba, e a intranquilidade final depois de um encontro de domínio quase absoluto

Não sabemos se Nuno Espírito Santo é supersticioso, mas é certo que tem confiado no ditado: «Em equipa que ganha, não se mexe». Aliás, em equipa que goleia. Desde que se abriram as comportas de golos no Dragão, o treinador não mudou mais as peças do xadrez, e esta quinta-feira, em encontro antecipado da 15.ª jornada, o FC Porto nem precisou de galinha preta para voltar a vencer.

E na vitória portista há um nome que se destaca. Aposta do treinador para substituir o lesionado Otávio no jogo com o Leicester, Brahimi, titular há três jogos seguidos, marcou pelo terceiro jogo consecutivo. Mais do que «apenas isso», jogou para a equipa e fez a assistência para o segundo.

Este novo fôlego do FC Porto marca também um novo capítulo da história de amor entre André Silva e os golos. A seca está ultrapassada e o jovem avançado portista já leva cinco golos nos últimos três encontros. Como dizia o treinador Nuno Espírito Santo, «as bolas que batiam no poste e saíam, agora estão a entrar».

Mas não foi de sorte que se fez a vitória do FC Porto frente ao Marítimo. Os portistas entraram bem no jogo e passaram toda a primeira parte a dominar perante um Marítimo quase exclusivamente com preocupações defensivas, a jogar com um bloco muito baixo, concentrado praticamente em 30 metros de terreno.

As duas vezes que conseguiram chegar junto à baliza de Casillas no primeiro tempo, os homens da formação insular não conseguiram incomodar o guardião portista.

Do outro lado, ou melhor, do imensamente povoado outro lado, o FC Porto conseguia chegar com à vontade ao último terço do terreno maritimista, mas ia faltando maior precisão no último passe. A espaços, Corona e Brahimi iam conseguindo furar a parede, mas nem sempre aparecia alguém em boas condições para o remate.

Até que Brahimi marcou, após um passe que Diogo Jota conseguiu colocar na área, mesmo totalmente rodeado de defesas. O argelino suportou a pressão de Edgar Costa, picou a bola perante um Gottardi que lhe saiu aos pés, abrindo o marcador.

O golo, mesmo em cima do intervalo, fez o jogo mudar. Na segunda parte, sem nada a perder, o Marítimo começou a aventurar-se na área adversária, concedendo mais espaços, e tornando o jogo mais aberto.

O FC Porto aproveitou para chegar com mais perigo junto da baliza de Gottardi e aos 67 minutos, Brahimi trabalhou bem à entrada da área e serviu André Silva, que só teve que escolher o melhor lado para bater o guardião maritimista.

Durante alguns minutos, as substituições e vários lances de faltas, retiraram aos portistas algum foco do encontro, permitindo ao Marítimo chegar mais perto de Casillas, e a Djoussé fazer o que ninguém fazia há 744 minutos: marcar ao FC Porto. Uma bomba de fora da área para acabar à força com um impressionante registo de inviolabilidade da baliza.

O relógio marcava 84 minutos de jogo e, até ao final, o FC Porto foi obrigado a proteger a baliza, para não voltar a ver a vitória fugir-lhe por entre os dedos.

Nesta altura, com mais um jogo, o FC Porto está apenas a um ponto do líder Benfica.

Fonte: Maisfutebol

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