FC Porto um a um: André ganha asas com Corona

André Silva: 8 A veia está longe de secar

A veia goleadora de André Silva é como aquelas veias sanguíneas de alguns dadores que as enfermeiras não conseguem descobrir no momento da dádiva de sangue. Ela pode ser muito funda, mas está lá. E ontem, a do avançado voltou a oferecer dois golos aos portistas, o último dos quais na marcação de uma grande penalidade, depois dos falhanços com o Chaves (Taça de Portugal) e Braga (I Liga). Afastado o espetro da ineficácia logo aos seis minutos, com um golpe de cabeça que acalmou a equipa e a fez partir para a goleada, o internacional português participou ativamente em várias jogadas de ataque e também ofereceu a Diogo Jota a possibilidade de “picar o ponto”. Com o trabalho (bem) feito e o encontro resolvido, saiu sob aplausos para a entrada de Rui Pedro.

Casillas 6

Nem sujou o equipamento. A primeira vez que tocou na bola foi num passe atrasado de Marcano (38’) e só usou as luvas para defender um tiro de Okazaki anulado por fora de jogo. Aos 87’ foi alvo pelo barra.

Corona fez uma primeira parte de sonhoMaxi 7

A atacar foi tudo estrada para o uruguaio, que, numa das muitas vezes em que entrou na área, serviu Brahimi para o 3-0. A boa reação à perda da bola fê-lo ter um jogo tranquilo a defender.

Felipe 6

Foi uma parede para os avançados do Leicester, não só porque os afastou da baliza de Casillas, mas também porque travou alguns dos seus remates com o corpo.

Marcano 6

Esteve sintonizado na mesma frequência de Felipe, ou seja, rápido e eficaz nas ações defensivas. Alguém se lembra de um duelo individual perdido?

Alex Telles 7

A passagem pelo banco parece ter produzido efeitos positivos no brasileiro, que voltou a ser aquele lateral ofensivo que a equipa pede. Cruzou várias vezes durante a primeira parte e fez a assistência para o golaço de Corona. Não facilitou a fechar.

Danilo 6

Contribuiu para o sufoco ao Leicester jogando uns metros mais à frente do habitual, onde matou várias iniciativas à nascença e até tentou o remate (21’). Até no flanco direito surgiu a cruzar.

Óliver 6

O excesso de pensamento por vezes trai o espanhol, que é quando executa com velocidade que dá outra amplitude ao futebol portista. Foi o que sucedeu aos 36’, quando desenhou um excelente contra-ataque e serviu Diogo Jota. Aos 42’ rematou por cima.

Brahimi 7

Espera-se sempre um momento mágico a cada arrancada do argelino, mas foi de letra e com o calcanhar, como Madjer, que o extremo levantou as bancadas do Dragão quando fez o 3-0. Ainda teve outro disparo perigoso para defesa do guarda-redes (61’).

Diogo Jota 7

Beneficiou do espaço que os ingleses foram concedendo para agitar com o ataque. Rápido e muito inteligente a decidir sempre que a bola lhe chegou aos pés, viu-se com possibilidades de marcar por duas vezes e numa bateu Hamer (a outra saiu perto do poste).

Corona 8

Se não fez a melhor primeira parte desde que chegou ao Dragão, andou lá perto. O mexicano esteve na maioria dos lances de perigo dos portistas, assistindo para o 1-0, assinando o 2-0 com um remate indefensável deprimeira e lançando Maxi na jogada do 3-0. Pelo meio várias maldades aos adversários, como um túnel a Chilwell (33’) que mexeu com os adeptos.

Rúben Neves 5

Recebeu as rédeas do meiocampo de Danilo e ajudou os dragões a manterem o controlo territorial no encontro.

Herrera 5

Saltou do banco para os últimos 15 minutos e desenhou algumas jogadas prometedoras pelo flanco direito.

Rui Pedro 5

O herói do fim de semana estreou-se na Champions e não parou um minuto na procura de espaços para causar perigo.