FC Porto um a um: Herrera apostou tudo para voltar ao onze

Herrera não bastou para o FC Porto vencer. A última vez do mexicano como titular fora há exatamente um mês, também na Taça da Liga

José Sá

Só na segunda parte é que foi chamado a intervir; até aí tinha sido pouco mais do que um mero espectador. Primeiro destacou-se com uma palmada (64’) a sacudir a bola para canto, num cabeceamento perigosíssimo de Platiny. Depois voou para evitar que um livre bem cobrado por Etebo (86’) desse golo.

Maxi

Corre e entrega-se, defende com ímpeto, nem sempre bem doseado, mas ontem pouco pesou, embora tenha tentado subir e cruzar. Nada lhe saiu bem.

Boly

Estava a fazer uma exibição certinha, concentrado, antecipando os lances e até fez uma dobra a Marcano, num lance que resolveu sem complicar. Mas reparte culpas com o espanhol no lance do empate, porque nem ele nem Marcano souberam cortar a bola.

Marcano

Está um especialista a marcar ao Feirense. Já o tinha conseguido no campeonato e ontem repetiu a dose (49’), com um cabeceamento que lhe saiu colocado e fora do alcance de Vaná. Pena que não tenha conseguido evitar o cabeceamento de Flávio Ramos…

Alex Telles

Muitas iniciativas na frente, com cruzamentos que nem sempre lhe saíram bem. A defender, não teve grandes solicitações para se aplicar.

Rúben Neves

Fechou bem o corredor central, soube baixar para abrir espaços e relançar a equipa para a frente. Só não esteve feliz no passe longo, que ontem não ajudou a fazer a diferença.

Herrera

Começou com um remate em arco (21’) que levou a bola a sair por cima da baliza do Feirense. Aos 29’ dispôs de uma grande oportunidade, num remate com o pé esquerdo que Vaná sacudiu para canto. Excelente o cruzamento (49’) para a cabeça de Marcano no lance do primeiro golo. Deu tudo em campo e mostrou a Nuno que quer voltar a ser aposta.

João Carlos Teixeira

Procurou soluções, empurrou a equipa para a frente, deu um par de esticões no jogo, mas não conseguiu inverter a tendência. Aos 26’, de fora da área, disparou forte e obrigou Vaná a ceder canto. Justificou a chamada e mostrou que pode ser uma alternativa.

Corona

Nada lhe saiu bem: nem cruzamentos, nem dribles, nem as mudanças de velocidade que lhe são características. Um mau atraso (15’) ia mesmo comprometendo, pois José Sá estava adiantado; o que valeu é que o remate de Platiny saiu ao lado.

Brahimi

Aquele remate em arco (5’), que levou a bola a embater na trave, é de artista. Brahimi empolgou-se, chamou a si o jogo e procurou soluções, mas sem sucesso. Na segunda parte desapareceu mais do jogo, mas na primeira foi dos melhores.

Depoitre

Dois remates de cabeça ao lado (26’ e 68’) é muito pouco para quem quer ser opção. As limitações do belga não são só técnicas, mas a bola sai-lhe muitas vezes quadrada.

Óliver

Pouco mais de dez minutos em campo, mas sem arte nem engenho para mudar o que quer que fosse.

Rui Pedro

Entrou com muita vontade, teve um lance ao alcance (88’), mas perdeu tempo de remate. Não pode é deixar-se levar pelas provocações, nem ser tão precipitado.

Fonte: Ojogo