Filipe “Sangue em campo não vai faltar nunca”

FELIPE Para o central, não há favorito no clássico, independentemente de quem joga em casa ou está à frente na tabela. Mas fica uma promessa

“Temos de arriscar mais, mas também pensar em defender bem, pois se arriscarmos muito podemos sofrer” “Vamos ser mais cobrados pelos nossos adeptos, porque faz algum tempo que o clube não conquista uma Taça ou um campeonato” Felipe Central do FC Porto

Da página 1 O brasileiro admite que o FC Porto tem de jogar e arriscar mais do que fez contra o Brugge se quiser vencer o Benfica. Cinco pontos de atraso não são pressão extra

Felipe não esconde que a vitória sobre o Brugge deixa o FC Porto numa posição mais confortável para preparar o clássico de domingo. O central está convencido de que vai ser um grande jogo, mas não assume favoritismo, apesar de o jogo ser no Dragão. “Ganhar na Champions dá-nos uma confiança boa, vamos chegar com mais vontade. Temos assentado as ideias que o treinador Nuno Espírito Santo nos pede e este jogo com o Benfica vai ser um grande jogo. Não há favorito, num clássico isso nunca se define, mas estou convencido de que vai ser um grande jogo”, frisou, consciente de que, para vencer o rival encarnado, a equipa portista tem de produzir mais do que fez contra os belgas. “Pela nossa classificação e a do Brugge, eles arriscaram muito na parte final e isso dificultou-nos um pouco. Colocaram mais dois avançados, o treinador deles arriscou bastante e nós tivemos ali uns contra-ataques em que podíamos ter matado o jogo. São coisas que têm de ser revistas. No domingo temos de arriscar mais, mas também pensar em defender bem, pois se arriscarmos muito podemos sofrer golos. Acho que primeiro é importante não sofrer golos, pois estaremos mais perto da vitória”, considerou.

Depois do empate em Setúbal, o FC Porto ficou a cinco pontos do Benfica e, por isso, numa posição menos confortável para o clássico. Felipe, porém, não acha que os portistas estejam mais pressionados. “Pelos empates que tivemos com o Tondela e o V. Setúbal e a derrota com o Sporting, não digo que estejamos pressionados, mas vamos ser mais cobrados pelos nossos adeptos, porque faz algum tempo que o clube não conquista uma Taça ou um campeonato. O objetivo é a vitória, logicamente, mas vai ser um grande jogo. Não posso dizer que há favorito porque um clássico nada tem a ver com a posição que as equipas ocupam, não há favoritos”, insis-

tiu, deixando uma garantia aos adeptos portistas. “Podemos prometer vontade, entrega, como temos demonstrado em todos os jogos. Será até à última gota de suor. Independentemente da forma como estávamos a jogar, a entrega tem sido sempre grande, no máximo, o sangue dentro de campo não vai faltar nunca”, sublinhou.

Felipe chegou ao FC Porto apenas nesta época – está no clube desde julho – mas já está a par da rivalidade existente entre dragões e águias. “Sei que é muita. Já sei disso desde que cheguei ao Porto. Isso vem dos adeptos e dos companheiros no clube. Acho que é uma das maiores rivalidades em Portugal. Mas estou nessa, estou a defender esta camisola e no domingo vamos estar juntos”, concluiu.

“Estou a gostar muito de jogar com o Marcano”

Nos últimos seis jogos, o FC Porto só sofreu um golo. Felipe diz que isso é consequência do trabalho de toda a equipa, dos avançados até aos companheiros de sector. E de um Danilo que tem estado em grande nível. “Houve muitas correções e estou a gostar muito deste sistema, jogando junto do Marcano, companheiro com quem, independentemente da língua, converso muito. Entendemo-nos bem. Não só ele, mas também os dois laterais, o Layún e o Alex Telles. Mas a linha defensiva depende também dos atacantes para ajudar e com eles a ajudar lá na frente a bola chega-nos mais quadrada, menos perigosa. Então a equipa está de parabéns e tem de manter esse foco sempre em campo. Obviamente que ter o Danilo à frente da defesa também ajuda muito, bastante mesmo”, frisou.

“Objetivo? ‘Oitavos’ da Champions”

Com o triunfo diante do Brugge, o FC Porto já garantiu que continuará a jogar as provas europeias em 2017. A Liga Europa está certa, mas Felipe não esconde que a meta traçada pela equipa é outra. “A vitória contra o Brugge era o objetivo. Foi uma vitória sofrida, mas foi cumprida. A entrega de todos valeu por tudo. Claro que o objetivo é passar aos oitavos de final da Champions e ganhar mais confiança, que é ótima, para o campeonato português. E manter-nos sempre focados no próximo compromisso”, referiu.

 

FONTE/ OJOGO

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