Goleador a tempo inteiro

Os 90 minutos do avançado contra a Letónia reforçaram o estatuto de jogador mais utilizado em Portugal, superando toda a concorrência

Com 1796 minutos nas pernas, André Silva chegou a estar em dúvida para o jogo da Taça de Portugal, em Chaves, mas voltou a treinar ontem, depois de ter feito gestão da condição física na véspera

André Silva voltou a treinar ontem de manhã, no Olival, tudo indicando que estará em condições para jogar em Chaves se Nuno Espírito Santo assim entender. O avançado, recorde-se, tinha feito recuperação na véspera para gerir o desgaste físico provocado pelo encontro de Portugal contra a Letónia. O jogo de domingo foi, aliás, mais um a juntar a outros 21 que já somava desde o início da temporada, o que contribuiu para que acumule até ao momento 1796 minutos de tempo de jogo, fazendo dele o jogador com mais minutos da I Liga, quando está decorrido cerca de um terço da temporada. Somados os jogos do campeonato, da Taça de Portugal, Liga dos Campeões (incluindo play-off ) e da Seleção Nacional, portanto, o ponta de lança do FC Porto já leva 1796 minutos, correspondentes a 22 jogos. Os 14 golos marcados – 10 ao serviço do FC Porto e mais quatro com a camisola da seleção das Quinas – completam este raio X ao avançado dos dragões, que chama a si grande parte do protagonismo em Portugal.

Outra prova de que André Silva é um dos jogadores mais desgastados do FC Porto é ainda aquilo que se deduz das estatísticas da Liga dos Campeões, onde o avançado não se cansa de trabalhar no ataque, conforme revelam os 42.634 metros percorridos nos quatro jogos realizados nesta fase de grupos. Melhor entre os azuis e brancos só Óliver Torres com 45.039 metros.

Neste “ranking” de jogadores mais utilizados, o Sporting (ver quadro) consegue colocar quatro jogadores nos lugares seguintes, com a particularidade de o jovem Rúben Semedo jogar mais até do que outros mais experientes, como Rui Patrício, Coates ou William Carvalho. Marcano, Felipe e Casillas surgem logo a seguir, intrometendo-se apenas Nélson Semedo (Benfica) à frente de Alex Telles. O facto de o Benfica só ter um jogador na lista dos dez mais utilizados explica-se, e muito, pelos problemas físicos de vários jogadores do plantel.

Tempo de utilização comprova estabilidade defensiva no FC Porto

Se há um aspecto que o tempo de utilização de Marcano, Felipe, Casillas e Alex Telles pode ajudar a explicar é o facto de o FC Porto ter a defesa menos batida da I Liga portuguesa. Somados os jogos de campeonato, Taça de Portugal e Champions (play-offs incluídos, neste caso) são apenas nove golos sofridos em 17 jogos oficiais pelos azuis e brancos. A estabilidade defensiva promovida por Nuno Espírito Santo desde o início da época permite a este quarteto estar entre os dez jogadores mais utilizados. Não fosse a alternância entre Maxi Pereira, que chegou a estar lesionado, e Miguel Layún, que tem ajudado a gerir várias situações graças à sua versatilidade, a defesa do FC Porto poderia até surgir completa no quadro ao lado.

 

FONTE/OJOGO

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