Há 30 anos, completava-se o primeiro triplete internacional

Conquista da Supertaça Europeia fechou um ciclo perfeito. Só mais seis clubes o conseguiram repetir desde então

 

Há exatamente 30 anos, a 13 de janeiro de 1988, o Estádio das Antas recebia a sua única final europeia, no caso a segunda mão da Supertaça, frente ao Ajax. O golo de António Sousa valeu uma vitória por 1-0, uma repetição do resultado de Amesterdão (pode ver o resumo dos dois jogos em baixo) que permitiu ao FC Porto ser o primeiro clube a conquistar os três troféus internacionais acessíveis a uma equipa europeia no mesmo ciclo: Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões (frente ao Bayern Munique), Taça Intercontinental (derrotando os uruguaios do Peñarol) e a referida Supertaça.

O feito só foi entretanto repetido por seis equipas, sendo que incluímos nestas contas a Taça Intercontinental e a competição sucessora, o Mundial de Clubes: AC Milan (1988/89, 1989/90 e 2006/07), Ajax (1994/95), Juventus (1995/96), FC Barcelona (2008/09, 2010/11 e 2014/15), Bayern Munique (2012/13) e Real Madrid (2001/02, 2013/14, 2015/16 e 2016/17). Um lote verdadeiramente extraordinário de clubes, que prova o tamanho do feito da nossa equipa em 1987 e 1988 – aliás, o FC Porto é o único clube português a ter a Supertaça Europeia no palmarés.

“Só passado uns anos nos apercebemos disso. Éramos mais jovens, não encarávamos as coisas de uma forma tão apaixonada. É um lote restrito de grandes equipas em que se encaixa perfeitamente bem o FC Porto, porque criou alicerces enormes para lá chegar. Felizmente isso foi conseguido e hoje consolidou-se o nome do FC Porto”, afirmou ao www.fcporto.pt e Porto Canal o marcador do golo da partida das Antas.

António Sousa é um dos seis jogadores que disputou os quatro jogos que valeram aos Dragões estes três títulos, sendo os outros Mlynarczyk, Inácio, Jaime Magalhães, André e João Pinto. O eterno camisola dois revela orgulho por “pertencer a uma geração” que conseguiu estes três troféus e falou de um “plantel de luxo”, preparado já “antes de 1984”, quando o FC Porto perdeu a final da Taça das Taças frente à Juventus – muitos observadores consideram que nasceu aí o Dragão europeu. Os dois grandes mentores são igualmente identificados: José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa.

“O primeiro objetivo foi passar a Ponte D. Luís sem problema nenhum e depois disso o FC Porto olhou além-fronteiras e conseguiu essas conquistas. Acima de tudo tínhamos um grande plantel, ao qual três meses antes faltaram dois ou três jogadores importantes e ainda assim conseguimos ganhar ao Bayern. Na Supertaça faltou um dos pilares da época anterior, o Futre, e mesmo assim batemos uma equipa com grandes resultados a nível europeu, o Ajax, orientada por um dos melhores treinadores da história do futebol, o Cruyff, que punha as equipas a jogar de forma excelente”, resumiu João Pinto.

António André recorda-se que, no final do jogo, tomou conhecimento de que o triplete era um feito único. “O que me enche de alegria é eu ter estado nestes grandes eventos e ter sido totalista absoluto. Isso enche-me de alegria por aquilo que dei ao FC Porto. É uma honra estar na elite do futebol mundial e europeu”, sublinha.

O encontro entre FC Porto e Ajax é projetado este sábado no Auditório Fernando Sardoeira Pinto do Museu, às 11h00, 15h00 e 17h00. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

Fonte: FC PORTO