Largos títulos têm 35 anos

Neste dia, em 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa assinava pela primeira vez um auto de posse como Presidente do FC Porto

 

“Nesse dia 23 de abril, bem cedo, pela manhãzinha, fui sem ninguém saber a Fátima, pedir a bênção de Nossa Senhora, e a sua proteção para a difícil tarefa que iria ter pela frente. Vim de lá com uma enorme confiança e uma forte determinação em levar o mandato até ao fim. A tomada de posse foi uma sessão bonita, com uma grande participação dos sócios e adeptos do Futebol Clube do Porto, e uma muito significativa presença das autoridades e forças vivas da cidade e região, bem como da maioria dos clubes adversários”. Seis dias depois de ter ganho as eleições com 95 por cento dos votos contabilizados, Jorge Nuno Pinto da Costa​ era, pela primeira vez, empossado Presidente do FC Porto, sucedendo a Américo de Sá. Assinalam-se, neste domingo, 35 anos.

Aquela sexta-feira de 1982, relatada na primeira pessoa à revista Dragões em maio de 2007, por ocasião das bodas de ouro na liderança, terminou “muito tarde, já no dia seguinte, com uma confraternização na Casa Portuguesa”, na Rua de Sá da Bandeira, no Porto. “Ainda durante a posse, tomei o meu primeiro ato de gestão enquanto presidente, assinando um contrato para participarmos num torneio na Venezuela de grande prestígio com o Real Madrid, o Barcelona e o Inter de Milão”.

Pinto da Costa, então com 44 anos, trazia um programa ambicioso. Colocar o FC Porto no top do desporto português e na elite do futebol mundial; alcançar títulos nacionais em todas as modalidades, marcar presença numa final europeia e ainda rebaixar a bancada do Estádio das Antas de forma a dotá-lo de maior capacidade. Irrealista, impensável, utópico, pensaram muitos quando olhavam para um clube mergulhado numa grave crise financeira.

Desde então passaram 12.784 dias, 306.816 horas, o tempo necessário e os títulos suficientes – só no futebol foram, até agora, 58, sete dos quais internacionais – para hoje se tornar ​o presidente com maior longevidade​ e mais títulos conquistados no futebol mundial. Durante estes 14 mandatos nasceram o Estádio do Dragão, o Dragão Caixa – inaugurado há precisamente oito anos -, o Museu​, o Centro de Treinos do Olival, o antigo Campo da Constituição passou a ser a casa do futebol de formação e ainda foi modernizado o Complexo das Piscinas de Campanhã, que serve as secções de natação, boxe e desporto adaptado.

O FC Porto tornou-se maior, mais conhecido, mais respeitado e mais representado em todo o Mundo, por onde estão espalhadas as 145 Casas e Delegações. E é com os dirigentes desses baluartes portistas em Portugal e lá fora que o 31.º presidente do FC Porto, hoje sócio número 808, assinala estas três décadas e meia num almoço neste domingo, no Estádio do Dragão, que estará em destaque num especial do Porto Canal que vai para o ar às 14h30.É um dia preenchido este 23 de abril de 2017 no universo azul e branco: o destaque é o FC Porto-Feirense​ às 20h15, mas também há jogo do FC Porto B, de hóquei em patins​ e de basquetebol. Se ainda tiver espaço na agenda, pode sempre fazer uma visita ao Museu que hoje simbolicamente estreia quatro novos hologramas na área 12, “Sempre Presente”, onde o Presidente conta, na primeira pessoa, histórias marcantes destes 35 anos de história que marcaram indelevelmente os quase 134 anos de vida do clube.