Não há Madeira sem nós

FC Porto joga esta noite nos Barreiros frente ao Marítimo, na 32.ª jornada da Liga NOS

 

É no Estádio do Marítimo, a partir das 20h30 deste sábado, que o FC Porto joga a primeira de três finais da Liga NOS. O objetivo é apenas um: conquistar uma vitória que lhe permita ascender, pelo menos provisoriamente, ao primeiro lugar, à espera do resultado que o Benfica faça nesta 32.ª jornada. Na antevisão da partida, Nuno Espírito Santo garantiu uma equipa focada e a competir no máximo das suas forças, apesar de estar privada dos contributos de Danilo, lesionado, e de Maxi, castigado. Poderá, no entanto, contar com Brahimi, a figura de destaque da edição de maio da “Dragões”, que já pode ler aqui, na versão digital.

Enquanto espera pela hora do jogo, espreite algumas curiosidades que compilámos sobre alguns capítulos da história do FC Porto na ilha da Madeira. Aqui falamos-lhe de Pinga, Duda, Gomes, Madjer, Jardel ou Hulk. Falamos-lhe de golos, portanto, mas também lhe falamos de títulos.

Na conferência de imprensa, Nuno fez alusão às dificuldades que o FC Porto tradicionalmente encontra nas deslocações aos Barreiros. Os números não mentem: das 36 vezes que lá jogou para o campeonato, venceu 17, empatou dez e perdeu nove, tendo marcado 48 golos e sofrido 28.

Duda apontou os dois primeiros golos da estreia do FC Porto no estádio maritimista em jogos para o campeonato. Foi há mais de 39 anos, a 4 de janeiro de 1978, e os azuis e brancos venceram por 3-1, tendo Fernando Gomes assinado o terceiro.

Por falar em Gomes, é ele o maior goleador portista nos duelos com os insulares – marcou dez, no total, mais quatro do que Jardel e Madjer, que partilham a segunda posição. Para isso contribuíram os três golos apontados naquela que foi a vitória azul e branca mais expressiva no reduto dos insulares. Futre marcou outro e os Dragões venceram por 4-1, na jornada 13 do campeonato, a 7 de dezembro de 1986, a pouco mais de cinco meses de se sagrarem campeões europeus em Viena.

Golos também marcou – e muitos – o madeirense Pinga, um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos e um dos primeiros grandes jogadores da história do FC Porto. Formado no Marítimo, dono de um pé esquerdo fabuloso e de uma técnica acima da média, foi um dos muitos atletas que os dois clubes trocaram ao longo dos tempos. O guarda-redes José Sá e Marega (emprestado ao Vitória de Guimarães) são os exemplos mais recentes: chegaram em janeiro de 2016, depois de Danilo ter sido contratado aos insulares no verão de 2015.

A história das conquistas dos últimos três títulos de campeão nacional por parte do FC Porto passam pela ilha da Madeira. Em 2012/13, a vitória sobre o Nacional (3-1) foi fundamental para a reviravolta no campeonato, uma vez que nessa antepenúltima jornada da Liga o Benfica empataria em casa com o Estoril, antes de se ajoelhar perante o golo de Kelvin uns dias depois. Na época anterior, também na antepenúltima jornada, com um “bis” de Hulk, os Dragões bateram o Marítimo (2-0), na véspera de se sagrarem matematicamente campeões à custa do empate dos lisboetas em Vila do Conde. Em 2010/11, foi no Estádio dos Barreiros que os azuis e brancos de André Villas-Boas garantiram a conquista, então inédita na história do clube, de um campeonato sem derrotas, ao vencerem pelo mesmo resultado, com golos de Varela e de Walter

Depois de na primeira volta o FC Porto ter batido os verde-rubros por 2-1, as duas equipas voltam a encontrar-se num jogo que será antecipado pelo Porto Canal a partir das 19h30, acompanhado no Facebook e seguido em tempo real no Twitter e na app. Após o apito final de Jorge Sousa​, faz-se a análise da partida no Porto Canal e em www.fcporto.pt, com a crónica e as declarações do treinador e de outros intervenientes.

Fonte: FC Porto