NES: “As nossas aspirações permanecem intactas”

O técnico do F. C. Porto, Nuno Espírito Santo, afirmou, esta quinta-feira, que a equipa portista “merece a confiança dos adeptos” e, apesar do empate com o Benfica, mostrou-se otimista quanto às possibilidades de ganhar o campeonato.

“As nossas aspirações estão absolutamente intactas. O campeonato é uma caminhada longa e estamos apenas à 10.ª jornada. O cenário que montámos era estar a dois pontos, mas estamos no caminho certo”, afirmou, em entrevista dada esta quinta-feira ao Porto Canal.
Nuno Espírito Santo reconheceu que o F. C. Porto “perdeu pontos onde não devia perder” antes do clássico com o Benfica, atribuindo a esse facto os atuais cinco pontos de desvantagem.
Quanto ao duelo com o rival da Luz, Nuno elogiou a exibição portista e classificou de “injusto” o 1-1 final. “Sentimos que merecíamos a vitória, pelo desempenho dos jogadores. Sobretudo a primeira parte esteve muito perto do que pretendemos para a nossa equipa”, referiu, defendendo as alterações que fez no segundo tempo, quando o F. C. Porto ganhava por 1-0 (o treinador dos dragões lançou Rúben Neves, Layún e Herrera para os lugares de Corona, Óliver e Diogo Jota).
“As substituições são feitas pelo que achámos que é melhor. Necessitávamos de ter equilíbrio e de mais posse de bola. Não conseguimos fechar o jogo em muitas ocasiões, mas nunca renunciámos ao ataque”, disse, comentando o golo sofrido nos instantes finais:
“Foi um momento, uma falta de concentração, uma desatenção que nos fez empatar o jogo, quando nada o fazia prever. Sentimos uma grande impotência, porque não havia hipótese de reagir, embora a equipa ainda tenha criado uma oportunidade logo a seguir”.
Quanto às críticas do clube às arbitragens, Nuno Espírito Santo partilhou-as. “Os árbitros são humanos, mas não podemos deixar passar em branco os factos, quando há erros que nos tiram pontos. Há coisas tão evidentes, que magoam, essencialmente os jogadores. Peço aos árbitros que sejam justos”, disse, referindo os jogos com o Sporting, Tondela e Setúbal como aqueles em que se sentiu prejudicado.