Nuno: “Não nos vamos render”

Treinador elogiou produção ofensiva da equipa e quer agora “potenciar” a vitória conseguida frente ao SC Braga

 

No final de um jogo de sentido único, o Dragão explodiu de emoção com o golo de Rui Pedro, já nos descontos, a valer os três pontos frente ao SC Braga (1-0). Nuno Espírito Santo sentiu-se “feliz” essencialmente pelos adeptos, que são “quem mais sofre”, mas também não escondeu o “alívio” por terminar o ciclo de cinco empates consecutivos. O primeiro lugar da Liga NOS está à distância de quatro pontos e ainda “falta muito campeonato”, como frisou o treinador nas reações no final do encontro.

Alegria pelos adeptos
“Estou feliz essencialmente pelos jogadores e principalmente pelo Dragão, pelo apoio que nos deu o Dragão merecia esta vitória. Depois de alguns resultados menos conseguidos, fizemos um jogo sempre dinâmico, sempre dominador, hoje foi por demais evidente o controle total. Foi sofrer até ao fim e no final o Dragão a festejar, juntamente com a equipa, que é importante, sem dúvida.”

Análise do jogo
“A equipa produziu, conseguimos muitíssimas ocasiões. Apareceu o golo no fim mas poderia ter sido antes e a história do jogo teria sido outra. O Braga foi um adversário que se apresentou para disputar o jogo, não se remeteu à defesa, mas quando ficou condicionado, com dez homens, procurou defender bem e a nossa produção aumentou. O importante é a conquista dos três pontos e com este momento potenciar o nosso crescimento e continuar a acreditar, porque não nos vamos render, é esta a mensagem clara.”

Potenciar o crescimento
“Acho que os resultados não têm identificado o jogo que a equipa tem feito. É difícil contrariar as dinâmicas ofensivas do FC Porto, mas temos muitas coisas para melhorar. Vamos potenciar este momento, os jogadores precisavam dele para se libertarem, acreditar no trabalho feito e continuar, porque ainda falta muito campeonato. Quarta-feira há mais um jogo decisivo e vamos apresentar-nos com a mesma ideia de tentar ganhar o jogo e ser dominadores, porque é assim que as equipas crescem.”

O talento de Rui Pedro
“É mais uma opção. Como dizia ontem, nós, como equipa técnica, não abandonamos nenhum jogador, damos a todos as ferramentas. Interpretamos os momentos e tomamos decisões, é para isso que aqui estamos. Hoje foi o Rui Pedro, parabéns, o golo dele valeu três pontos, mas antes apostámos noutros e continuam todos a ser opções.”

A emoção do diretor Luís Gonçalves no banco
“Foi o que o Dragão sentiu. Depois de 30 remates, tantas ocasiões em que não conseguimos marcar, foi um momento de alívio, alegria e de perceber que precisávamos todos deste momento, essencialmente os sócios do Dragão. Foi essa a minha grande satisfação, nós que somos portistas sabemos que quem mais sofre é o nosso adepto.”

A situação na Liga
“Ainda não estamos na posição em que queremos estar. Somámos mais três pontos, estamos mais perto e vamos continuar. Vamos descansar e pensar em quarta-feira.”

A tragédia do Chapecoense
“Todos o sentimos no universo portista. A resposta do Dragão foi uma clara manifestação de apoio aos familiares das vítimas. Sentimos todos a tragédia e sentiram de forma mais particular alguns jogadores, porque tiveram contacto direto com algumas das vítimas, casos do Alex Telles e do Otávio. São momentos duros, especialmente para eles, mas enquanto grupo soubemos apoiá-los. Também tivemos uma fatalidade entre nós, que foi o falecimento do pai do Boly, e a força do grupo está em saber que há um companheiro ao lado em sofrimento e que é preciso apoiá-lo. Todas as homenagens possíveis no mundo do futebol são poucas, porque isto é que nos faz pensar que há muitas coisas importantes para além do jogo.”

FONTE/ FC PORTO