O lado solidário de José Sá: preparou comida para os mais necessitados

Sá numa ronda de boa vontade

Guarda-redes do FC Porto preparou comida e conversou com os mais carenciados da Invicta

“Convite foi irrecusável, porque já queria fazer isto há algum tempo”
José Sá
Guarda-redes do FC Porto

Foi paredes meias com o extinto Estádio das Antas, e com vista para o Dragão, que o portista teve contacto direto com alguns semabrigo. Experiência é para repetir no futuro, quiçá já no período da Páscoa

Colete amarelo vestido, um pão na mão esquerda e uma faca com manteiga na direita. Foi a preparar comida para as pessoas mais carenciadasdo Por toque José Sá passou uma boa parte do serão de sábado. O guardião do FC Porto foi voluntário da Legião da Boa Vontade, tendo até integrado a equipa numa das paragens da ronda que, à sexta-feira e ao sábado, esta instituição com 27 anos de existência realiza pelas ruas da Invicta.

O convite surgiu por “intermédio de um amigo” e “a vontade de ajudar” fez o resto. Por isso, foi ainda antes das 21 horas que Sá colocou mãos à obra. Na apertada Rua Comandante Rodolfo de Araújo, na sede do centro social da instituição, o portista foi até à cozinha auxiliar na preparação dos “kits” de comida que mais tarde viria a carregar na carrinha. A saída para a rua surgiu uma hora depois, quando o frio já apertava um pouco, mas nem isso o travou. De luvas de látex calçadas em detrimento das de guardaredes, foi junto à Torre das Antas, paredes meias com o extinto estádio dos azuis e brancos e com vista para o Dragão, que teve contacto direto com os mais carenciados.

Otávio, que se desloca do Hospital de S. João até às Antas para ser dos primeiros a receber a ajuda, era o mais entusiasmado com a ilustre presença. “Já sabia que ele [José Sá] vinha”, regozijava-se, sorridente, enquanto cumprimentava todos. O futebol, como não poderia deixar de ser, foi o tema principal de conversa. E Otávio não escondia o seu benfiquismo. “O meu clube é este e não mudo”, garantia, enquanto arranjava a roupa para exibir uma camisola com o símbolo do clube encarnado. O portista sorriu, trocou impressões com todos e até brincou com Kiko, um cão rafeiro que acompanhava uma das pessoas que se acercaram da carrinha à procura de uma sopa quente. “O futebol tem muito impacto e foi por isso que vim aqui, até para incentivar as pessoas a ajudarem”, explicou, esperançado que doravante os donativos (comidas, roupas e brinquedos) aumentem na Legião.