O Polvo funciona…e bem!

Há um elogio que temos de dirigir ao Benfica e ao seu polvo: funciona bem.
O tetracampeonato já seria uma prova suficiente da eficácia deste esquema tentacular de vigarices, mas há mais. A forma como a turma de Carnide, ao longo das últimas semanas, tem conseguido interferir com a agenda mediática, plantando fake news e disseminando mentiras, é verdadeiramente exemplar. Basta que sigamos um raciocínio muito simples:
1. Na sequência das denúncias do FC Porto, o Benfica começou a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

2. No âmbito dessa investigação, foi ouvido pela PJ o diretor de comunicação e informação do FC Porto.

3. Francisco J. Marques, voluntariamente, entregou à PJ, nos formatos originais, todos os materiais relativos a este assunto que tinha em sua posse.
Esta é a verdade dos factos, divulgada oficialmente pelo FC Porto e já confirmada por fonte da Polícia Judiciária. Muito rapidamente, a máquina de propaganda do Benfica começou a mexer-se, criou uma narrativa falsa e implantou-a com sucesso na comunicação social. E qual é a verdade do Benfica? Quem está a ser investigado é o FC Porto, por alegados crimes informáticos, tendo por isso sido intimado – ou seja, obrigado judicialmente – a entregar os materiais que tem em sua posse.
A capacidade de reação do Benfica, por muito que nos custe admitir, não deixa de ser admirável. No momento em que, repetimos, estão a ser investigados pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária – que, como o próprio nome indica, investiga potenciais situações de corrupção, e não crimes informáticos –, os Goebbels da Luz têm o desplante de inventar uma história em que de investigados passam a instigadores de uma investigação aos rivais, e em que de potenciais criminosos passam a vítimas. É notável. E mais notável ainda do que esta criatividade é a capacidade que têm de implantar uma história destas em tantos órgãos de comunicação social, que servem de trampolim para as amplificações de comentadores como Rui Santos e os cartilheiros André Ventura, Doutor Pedro Guerra e Rui Gomes da Silva. 
Como dissemos no princípio, o polvo funciona bem. Mas tem um defeito: não é perfeito. E, por isso, com alguma atenção e espírito crítico é facilmente desmontável. Para azar do Benfica, tanto o FC Porto como seus adeptos estão acordados e atentos. E não são parvos. 
Caros fascistas da segunda circular, admitimos que apreciamos a vossa imaginação e que reconhecemos a frequente eficácia dos vossos métodos manhosos. Mas já não podem estar descansados. As vossas vigarices continuarão a ser denunciadas. Esta é apenas mais uma.