O que é o ESTADO LAMPIANICO?

Começa a ser evidente que todos nós, que não somos do SLB, nos sentimos cada vez mais sufocados com esta sociedade pré totalitária de um certo expansionismo imperialista benfiquista. Aquilo a que eu chamo há dois anos, o  Estado Lampiânico. A implementação deste ambiente não foi por acaso, demorou muitos anos e utiliza métodos clássicos de tomada de poder. Nada disto é novidade, basta estar atento aos sinais.

FASE 1 – Criação de uma percepção de poder através de uma grandeza demográfica e social.

O mito urbano dos mais de 6 milhões. Dois terços dos portugueses são do SLB! Portugal é o Benfica e o Benfica é Portugal. Tudo frases que são repetidas há dezenas de anos para impor num subconsciente colectivo uma ideia de gigantismo. Uma força sociológia e demográfica para impor poder.  A mentira do “Somos 14 milhões em todo o mundo”, feita a partir de estudo que foi adulterado e que já foi negado pelos próprios autores. Esta ideia, mitómana, de uma maioria esmagadora de benfiquistas  foi a alavanca para a fase seguinte.
FASE 2 – Tomada e captura da Comunicação Social.
Tal como nas revoluções e golpes de estado, o controlo da informação é fundamental. Jornais, radios e os canais de TV, são logo as primeiras instalações a serem capturadas. A tal força demográfica tem de se legitimar através da chantagem proto-totalitaria e monopolista do: “Somos muitos”. A ameaça da quebra de vendas de jornais, audiências televisivas e consequente perda de receitas publicitárias é o mantra para a necessidade de capas, artigos e noticias simpáticas para essa tal maioria que não pode ser beliscada. Jornais como montra de jogadores. Publicidade a Academia de jogadores. As empresas começam a fazer contas: “Eles são mais, a maioria da imprensa está com eles, temos de usar o SLB para promover a nossa marca.”  A criação através das Cartilhas ou Al Carnidão de um pensamento único sobre o clube no espaço mediático. E assim se cria a percepção de um força enorme da tal marca Benfica com a entrada de invstimento e rendimentos publicitários no SLB.
Com a soma da Fase 1 com a Fase 2, estavam criadas as condições para o assalto ao país desportivo.

FASE 3 – Tomada do poder político e judicial.

Os políticos gostam de chegar ao poder e depois não querem sair. Quando há um clube que criou uma percepção de grandeza demográfica e que se reflecte na comunicação social, qualquer politico (seja de que clube for) não se arrisca a hostilizar esse clube proto totalitário. Não é por isso de admirar as decisões, algumas inacreditáveis, sempre a favor do SLB.
Exemplos: Leis feitas à medida para validar acções de uma SAD não cotada em bolsa. Dá-se a essas acções um valor ficticio e exagerado para um clube em ruína como garantia para umas enormes dividas fiscais. Tivemos trocas de terrenos desastrosas para a CML (Caso EPUL). Construção de piscina, pavilhão e museu sem licenciamentos camarários. Etc, etc. Dirigentes que continuam sem prestar contas de dividas. “Eles são muitos, têm a comunicação social, o país pára sem eles. Olha, o melhor é deixar andar para não nos chatearmos”, pensam os políticos e responsáveis deste país.
O Benfica é o clube de todos os regimes. O regime, qualquer que ele seja, serve-se do SLB, porquê? Porque está criada a ideia demográfica de uma esmagadora maioria e que é preciso agradar para ganhar votos e ter o povo do nosso lado.

FASE 4 – Consolidação e disseminação.

Esta é a fase actual. Comentadores formados na BTV que são estrategicamente espalhados por canais de TV. Directores e sub directores de jornais. “Opinion makers”, como o ex ministro e maçon, Rui Pereira, a utilizar o seu espaço jornalístico para dar uma ajudinha ao seu clube sobre o caso vouchers. Na  semana passada  assistimos a vários programas especiais para falar do caso emails, com painéis total ou maioritariamente de gente afecta ao SLB. Ex arbitro e comentador de arbitragem na BTV, é convidado como imparcial para programas de outros canais.  Carlos Janela, depois de tudo o que se sabe, continua a ser um comentador “independente” e participa em programas criando sempre uma maioria pró benfiquista. Depois vemos o poder politico a prestar vassalagem na tribuna da Luz. Gostava de ver o ministro das finanças Centeno e o 1ºministro António Costa na tribuna da Luz, mas vestidos à Cobrador do Fraque. Tudo isto vem sempre suportado com a ideia de que sem o SLB o país pára. O PIB desce. Blá, blá, blá. Quem não se lembra destes chavões? Mais recentemente tivemos o aproveitamento de declarações de Isabel Jonet, Banco Alimentar (ver e ouvir no site da TSF), para se fazer campanha de marketing ao clube onde se passa a ideia de que quando o SLB joga isso se reflecte nas ajudas de alimentos e de voluntariado. Sim, foi uma campanha concebida pela empresa criativa Escritório que colabora com o Benfica ( foi noticia nos jornais de Economia). Tudo muito genuíno e espontâneo…
É este o actual momento de expansão do ESTADO LAMPIÂNICO. A próxima e ultima fase, que ainda não está no terreno, deverá ser a Subjugação dos rivais a caminho do unanimismo – Provocar nos rivais a sensação de que nada há a fazer, eles são mesmo muitos, nós é que estamos mal e só temos direito a umas migalhas – O Carnide dos mil anos! A noticia de que o estado português está próximo de dar autorização para uma escola secundária e uma universidade do SLB é algo de intrigante (noticia do jornal Record 14 Junho).  Nessas futuras escolas vai rezar-se o Al Carnidão todos os dias? Os clubes têm o direito de crescer e ser mais vitoriosos, mas tem de ser com respeito e sã competição, e não através de uma monumental teia de interesses, manipulação e propaganda.
Repito o que já ando a dizer há uns tempos: O SLB não é um clube organizado, é uma organização que tem um clube.
Para a defesa do desporto nacional e de uma rivalidade e competição saudável, temos de denunciar tudo o que de errado e estranho se está a passar.
Saudações Leoninas.
Texto de José de Pina publicado hoje na sua página de Facebook.