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OS DELEGADOS ILEGAIS

No dia 17 deste mês, Bernardino Barros escreveu um post no seu Facebook explicando que foi contactado por um delegado no sentido de esclarecer a situação da incompatibilidade.

O post de Bernardino Barros

 

 

O delegado “mistério”

Não é preciso ser um “Nhaga” para perceber que o delegado que entrou em contacto com Bernardino Barros é um dos seis delegados que considero estarem em situação ilegal, como já denunciei (aqui).
O delegado que entrou em contacto com Bernardino Barros diz estar na posse de um parecer do Conselho de Justiça da FPF datado de 2005 e que legitima a compatibilidade de funções. Antes de me debruçar sobre a lei, quero tentar perceber quem é este delegado mistério.
Ora, se o parecer é datado de 2005, estamos a falar de um documento com 12 anos. Dos seis delegados em situação que considero ser de incompatibilidade, apenas dois têm mais de 12 anos de serviço. Vejamos:
Aquando da divulgação da escolha de Reinaldo Teixeira como novo coordenador dos delegados, o jornal Record divulgou a informação que este senhor já está nesta “área” desde 1995/1996.

 

Link da notícia (aqui)

 

Reinaldo Teixeira leva já uns impressionantes 22 anos de serviço. Entre os restantes 5 delegados que considero estarem ilegais, apenas um estava em funções para 2005/2006. Trata-se de Albertino Galvão que iniciou precisamente nessa época a sua carreira como delegado.
Na altura em que o tal parecer do CJ da FPF foi emitido apenas Albertino Galvão e Reinaldo Teixeira já tinham iniciado a carreira como delegados. Só que há uma pequena diferença entre estes dois senhores. Em 2005, apenas Reinaldo Teixeira fazia parte dos órgãos sociais da Associação de Futebol do Algarve. Razão pela qual, o parecer só poder estar nas suas mãos.
Que Reinaldo Teixeira tenha a coragem para divulgar publicamente esse parecer para ser analisado pelos adeptos de futebol. Vou ficar à espera, sentado…

A Liga dos cobardes

Tendo recebido uma chamada de um delegado da Liga – que perante os factos anteriores considero ter sido de Reinaldo Teixeira – Bernardino Barros teve a ética e a cortesia de não divulgar o nome dessa pessoa. Apesar de não concordar com essa versão, Bernardino Barros teve também a coragem de passar a versão do delegado para a praça pública.
Perante isto, considero que o facto de o coordenador da Liga ter vindo a terreiro de forma encapotada é sintomático que algo de muito grave se passa no departamento dos delegados. Perante factos, o senhor Reinaldo Teixeira não tem coragem, frontalidade e ética para esclarecer em nome próprio todo processo de escolha dos delegados, a sua incompatibilidade e as incompatibilidades de cinco delegados por si liderados.
Uma verdadeira Liga dos cobardes que será chamada à pedra mais dia menos dia.

Um parecer da treta

“Segundo um parecer do Conselho de Justiça da FPF de 2005, que o dito delegado tem na sua posse, Delegado da Liga não é um cargo, mas uma função. Logo, à face da lei, não há qualquer incompatibilidade.”
Desde logo é importante esclarecer que um parecer não é algo vinculativo. Existem pareceres para todos os gostos e feitios, cujas conclusões podem variar consoante o interessado. Estamos a falar de algo que não vincula o Conselho de Justiça da FPF nem é garante de nada. Até hoje, o senhor Reinaldo Teixeira tem trabalhado na ilegalidade e assim pretende continuar. Vamos a factos.
Diz esse parecer da treta que “Delegado da Liga não é um cargo, mas uma função”. Absolutamente surreal. Basta consultarmos o artigo nº3 do regulamento de competições, para percebermos que os delegados da Liga são considerados como “agentes desportivo”, tal como treinadores, dirigentes, funcionários, jogadores, árbitros, etc.
Reinaldo Teixeira e os seus acólitos ilegais querem fazer passar a ideia que está tudo na legalidade quando isso não é verdade. Os regulamentos da Liga são claros assim como os regulamentos das associações em que estes senhores exercem funções. Aqui ficam eles para não haverem dúvidas.

 

Estatutos AF Coimbra

 

Estatutos AF Santarém

 

Estatutos AF Algarve

 

Estatutos AF Lisboa

 

É inconcebível e vergonhoso que esta situação continue sem um processo disciplinar, quer nas FPF quer nas próprias associações onde estes senhores fazem parte dos órgãos sociais. A forma como perante todas as evidencias continuam agarrados a estes cargo é demonstrativa do poder que possuem no futebol nacional.
A incompatibilidade é clara e é gravíssima. Estes senhores são eleitos para os órgãos sociais das associações pelos clubes. Enquanto delegados fazem jogos dos clubes que votaram em si para órgão social de uma determinada associação de futebol, contra outros clubes de outras associações. Não está mais do que clara a incompatibilidade? Até quando as instituições nacionais vão ignorar este atropelo à lei, à moralidade e à ética?
MDC