Pedroto no início da festa

Ambiente eletrizante ao longo dos 90 minutos, com quatro momentos altos: a coreografia das claques portistas, os dois golos e os festejos benfiquistas no final

Diogo Jota deixou em êxtase os portistas, que levaram com um autêntico balde de água fria quando Lisandro empatou. A partir daí quase só se ouviram os benfiquistas

Colectivo 95 pediu para jogarem com a alma que Pedroto ensinou

Foram mais de 50 mil as pessoas que estiveram ontem no Dragão para ver o segundo clássico da temporada (o primeiro foi o Sporting-FC Porto). O ambiente foi eletrizante do início ao fim, devido, acima de tudo, à ação das claques das duas equipas. Os portistas, por jogarem em casa, acabaram por ganhar mais protagonismo, que começou ainda antes do apito inicial. SuperDragões e Coletivo 95 prometeram um coreografia especial para o momento da entrada dos dois onzes e cumpriram. Do topo norte (Coletivo 95) caiu um pano com as figuras de José Maria Pedroto, António André (de joelhos a festejar em Viena, em 1987) e João Pinto, acompanhado de um pedido para os portistas jogarem “com a alma que Pedroto ensinou”. No topo oposto (sul), os Super fizeram questão de lembrar que “só os mais fortes sobrevivem” e que os azuis e brancos “são eternos”.

Os primeiros cânticos, contudo, pertenceram aos adeptos do Benfica, que ficaram situados na parte superior da bancada nascente e deram sinal de vida logo no momento em que entraram. Por essa altura ainda existiam poucos portistas no interior do recinto, mas tentaram responder com o cântico que habitualmente dedicam ao adversário. De resto, a atitude repetiu-se em várias ocasiões ao longo dos 90 minutos, principalmente depois do golo de Diogo Jota. O de Lisandro, porém, foi um autêntico balde de água fria para os locais, estupefactos com o facto de os benfiquistas terem sido os últimos a festejar.

FONTE/ OJOGO