Pinto da Costa: “Também podemos vencer esta eliminatória”

Entrevistado pela Gazzetta dello Sport, presidente espera que a equipa mostre “coragem e qualidade” frente à Juventus

A Gazzetta dello Sport, o jornal desportivo com mais circulação de Itália e terceiro em termos globais, dedica esta terça-feira uma página a Jorge Nuno Pinto da Costa, com uma entrevista e dados sobre o seu período à frente do FC Porto. Destacam-se os 58 títulos que o tornam o mais titulado presidente da história do futebol mundial e algumas das transferências milionárias dos últimos anos (Hulk, James Rodríguez, Falcao, Mangala e Ricardo Carvalho são exemplos), tudo a propósito, claro está, da eliminatória dos oitavos de final da Liga dos Campeões frente à Juventus, cuja primeira mão se joga esta quarta-feira, a partir das 19h45, no Estádio do Dragão. E será uma disputa aberta, garante, lembrando o play-off com a Roma.

“Temos um novo treinador e isso trouxe mudanças, mas agora estamos muito mais equilibrados. Conseguimos eliminar a Roma, que era favorita, e também desta vez podemos mostrar coragem e qualidade. A Juventus pode ganhar a taça, mas nós também podemos vencer esta eliminatória”, resume. Pinto da Costa conta ainda ao diário que os azuis e brancos têm “jogadores que terão pela frente uma grande carreira”, dentro ou fora do clube, e manifestou um desejo: “Gostaria que o FC Porto ainda fosse campeão europeu”.

As relações entre “dois clubes amigos” também são passadas em revista, nomeadamente as transferências de Rui Barros, em 1988, e de Alex Sandro, em 2015, feitas com o “máximo respeito”. Mas a maior recordação é outra: Basileia, 16 de maio de 1984, final da Taça das Taças. “Não fomos inferiores, perdemos por culpa de uma prestação menos boa do árbitro. Foi uma lição: depois da final disse a todos que venceríamos a próxima. Graças ao que aprendemos naquela noite, conseguimos a Taça dos Campeões de 1987, frente ao Bayern de Munique”.

A entrevista termina como uma pergunta sobre Silvio Berlusconi, presidente honorário do Milan e ex-primeiro ministro italiano, que diz ser o líder de um clube com mais títulos (tem 29). “O meu melhor amigo em Itália chama-se Adriano Galliani [vice-presidente e administrador delegado do Milan] e envio saudações a Berlusconi. É um vencedor, também na política, mas quando se trata de matemática não está assim tão bem…”.

Fonte: FC Porto