Porto um a um: Soares foi amor à primeira Casillas resolveu à segunda

Soares 9

É reforço a sério e, para começar, basta bem assim

Ganhou uma falta na garra logo aos 2’ e conquistou imediatamente os adeptos. Mas foi quando fez o primeiro golo, lá no segundo andar, que os convenceu de vez. O segundo, num movimento pleno de pujança e velocidade, só confirmou que o dia era dele. Para estreia, ninguém lhe podia pedir melhor: entrosado, dedicado, mostrou-se forte no ar, esclarecido no chão, rápido a pensar e melhor ainda a definir. Só faltou mesmo o terceiro remate (novamente de cabeça) também entrar – de herói passaria a imortal. Para já, pensam os adeptos do FC Porto, “basta” que continue assim.

Casillas 8

Podia ter feito melhor no golo do Sporting, mas compensou à segunda, com uma defesa impossível no último minuto. Canto para o Sporting e déjàvu para os portistas: o clássico com o Benfica estava na memória, mas Iker foi agora Santo e voou para salvar o triunfo e manter o dragão na rota do título. Aos 82’, já brilhara e, na primeira parte, só o apito do árbitro anulou outra defesa muito vistosa. De resto, destacou-se, e muito, com os pés. O primeiro golo nasce de uma rápida reposição de bola. E com que qualidade!

Maxi 6

Onde há confusão, Maxi está lá. Jogo de muita luta, maior abnegação do que inspiração e muita utilidade, especialmente no quarto de hora final.

Felipe 6

Às vezes impulsivo e precipitado, mas sempre no timing certo para o desarme ou o alívio. Ontem não esteve bem na construção, mas está lá, em primeira instância, para defender.

Marcano 7

Esteve num patamar ligeiramente superior ao do parceiro, precisamente porque construiu melhor e foi mais esclarecido na hora do roubo de bola. Forte pelo ar, deu o corpo aos 20’ para evitar um tiro de Bryan Ruiz. Alex Telles 5 Faltou-lhe o antídoto para resolver o maior problema do Sporting: Gelson Martins. Nunca se escondeu do confronto, mas nem sempre levou a melhor. Ontem teve a mira desajustada e na bola parada foi um desastre.

Danilo 7

A assistência para o segundo golo lembra o Deco dos melhores anos e prova que está cada vez mais completo e confortável com bola. Sem ela, continua um portento: Bas Dost que o diga.

Óliver 6

Não fez um jogo ao seu nível, mas sai com nota positiva porque era difícil que um meio-campo a dois controlasse outro que teve sempre mais homens. Desdobrou-se como conseguiu, correu quilómetros, mas, claro, o cansaço roubou-lhe discernimento.

Corona 7

A assistência para o primeiro golo de Soares é sua e o mérito de Marvin ter passado o jogo todo à nora também. Menos individualista do que é habitual, mas, ainda assim, no mesmo registo de imprevisibilidade no 1×1.

Brahimi 6

Uns quantos piques para acompanhar Schelotto mostraram a outra face de um craque a quem sempre se pediu mais qualquer coisinha no aspeto defensivo, mas que ontem ninguém pode deixar de aplaudir. Foi ao chão, fez faltas e recuperou muitas bolas, sem deixar de se mostrar lá à frente. Saiu quando o FC Porto já pedia um jogador de contraataque…

André Silva 5

Completamente ofuscado por Soares, teve, ainda assim, participação direta no primeiro golo. É ele que sobe para, de cabeça, meter em Corona, que depois apareceu a cruzar.

André André 5

Acrescentou algum esclarecimento ao meio-campo e devolveu-lhe ritmo.

Diogo Jota 5

Cumpriu com o que Nuno lhe pediu: contra-ataque. Faltoulhe companhia para fazer mais estragos.

João Carlos Teixeira 5

Entrou muito bem, foi fantástico a segurar a bola e a ganhar tempo.

Fonte: Ojogo