Ricardo Moreira: “Não trocava o heptacampeonato por dinheiro nenhum”

No momento da retirada, ex-ponta direita recordou os melhores momentos de Dragão ao peito

 

Sete campeonatos, três Taças de Portugal, três Supertaças e duas Taças da Liga depois chegou o momento de Ricardo Moreira se despedir, pelo menos como jogador, dos adeptos portistas. O internacional português, que recebeu o Dragão de Ouro de atleta de alta competição no ano do 2008, reviveu na noite de quarta-feira, no Porto Canal as 20 temporadas em que esteve ligado aos azuis e brancos, que acabariam por ficar marcadas pela conquista do inédito heptacampeonato.

Visivelmente emocionado, o agora ex-capitão de equipa, considerou esse o momento mais especial de uma carreira recheada de sucessos (“não trocava por nenhum dinheiro do mundo”), na qual fez muitos e bons amigos. São exemplos os ex-portistas Manuel Arezes e Carlos Martingo ou os colegas Hugo Laurentino e Alfredo Quintana, que fizeram questão de deixar uma mensagem de reconhecimento ao agora ex-ponta direita. O próximo desafio passa por orientar a equipa B e de juniores.

Heptacampeonato foi momento único
“É muito difícil falar sobre este momento. Escolher um nesta longa carreira é praticamente possível. Felizmente neste 20 anos em que estive ligado ao clube foram muitos os momentos de felicidade. Claro que os sete campeonatos ganhos são inesquecíveis para qualquer portista de coração. São momentos únicos. Não trocava o heptacampeonato por nenhum dinheiro do mundo. Depois há as taças, as supertaças e as taças da Liga, mas daquilo que na realidade mais me orgulho é de ter contribuído de uma forma positiva para a felicidade dos adeptos portistas.”

Todos no pensamento
“O heptacampeonato foi um momento histórico para a história do FC Porto e do andebol português. Só três atletas é participaram na totalidade desses títulos, mas não me esqueço de nenhum que contribuiu para esses títulos. Foi muita gente a contribuir para isso, como o Manuel Arezes ou o Rui Rocha, que souberam transmitir a quem chegava o que significa verdadeiramente ser FC Porto.”

Os momentos difíceis do empréstimo
“Sair de casa e ir viver para uma cidade diferente não foi fácil. A minha vontade de jogar no FC Porto era muito grande, mas na altura havia muita concorrência. Depois havia também mais jogadores e o campeonato era mais nivelado…e na altura não me conseguia impor. Não tinha nível para jogar no FC Porto. O Ricardo Costa e o David Tavares eram titular e suplente da seleção nacional. E eu para evoluir tive que sair. Felizmente acabei por regressar assim que possível para ficar.”

As mensagens “arrepiantes”
“Este é um passo muito difícil de dar. É complicado estar a falar, mas posso dizer que recebi telefonemas e mensagens verdadeiramente arrepiantes”

Fonte: FC Porto