Taça cheia para brindar aos “quartos”

FC Porto goleou o Vitória de Guimarães no Dragão (4-0) e segue em frente na competição​​

 

 

 

Com a presença assegurada nos oitavos de final da Liga dos Campeões, líder da Liga NOS em igualdade pontual com o Sporting e na corrida por um lugar na Final Four da Taça da Liga, o FC Porto também se mantém vivo na luta pela presença na final da Taça de Portugal de 22 de maio do próximo ano. Esta quinta-feira, no Estádio do Dragão, garantiu a penúltima vaga no sorteio dos “quartos” – agendado para as 12h00 de segunda-feira -, ao golear o Vitória de Guimarães por 4-0, com um golo de Aboubakar na conversão de uma grande penalidade, outro de Danilo e um “bis” de André André.

À semelhança do que já tinha acontecido na receção ao Portimomense (3-2), a Sérgio Conceição voltou a aplicar na Taça a lei da rotatividade na baliza, entregando-a a Iker Casillas. Esta não foi, no entanto, a única alteração em relação ao jogo mais recente, com o Vitória de Setúbal (5-0), para a Liga NOS, porque Corona também regressou à titularidade para ocupar o lugar de Brahimi. O treinador mudou, portanto, duas peças no xadrez, mas manteve-se fiel ao 4-4-2.

Começou vivo e aberto o jogo, disputado a um ritmo elevado, próximo das balizas e logo com uma bola ao ferro, num cabeceamento de Danilo à trave e que depois foi cortado em cima da linha de golo por um defesa vitoriano (5m). Ouviu-se o primeiro bruaá no Dragão, que não precisou de esperar muito tempo para gritar golo, porque Victor García tocou com a mão na bola dentro da área e levou Aboubakar para a marca dos 11 metros e para carimbar o seu terceiro jogo consecutivo a marcar (12m).

O Vitória respondeu, ameaçou o empate por Sturgeon (17m) e conseguiu reequilibrar o jogo, mas na verdade foi sempre o FC Porto que esteve mais próximo do 2-0 do que o adversário do empate. Danilo teve nos pés o segundo golo, mas o ferro voltou a negar-lhe o festejo (25m); depois foi Aboubakar que, em boa posição, não conseguiu acertar no alvo (43m) nem alterar o marcador que se verificava ao intervalo.

Os portistas entraram na segunda parte determinados em chegar a uma vantagem mais confortável e em resolver depressa o problema. A solução voltou a ser descoberta num lance de bola parada: canto cobrado por Alex Telles e Danilo, ao primeiro poste, desta vez não perdoou e assinou o segundo golo da noite (58m).

Cumprida uma hora de jogo, Sérgio Conceição começou a mexer na equipa, lançando André André para o lugar de Ricardo, já amarelado. A aposta do treinador não poderia ter sido mais acertada. O médio estava há três minutos em campo quando apontou o 3-0 na recarga a um remate de Aboubakar (64m) e, já na parte final, fixou o resultado final na sequência de um canto (83m), dando ainda mais expressão ao impressionante registo ofensivo dos azuis e brancos: nos últimos três jogos, marcaram 14 golos – são 64 já apontados nas 24 partidas já realizadas temporada, o que perfaz uma assinalável média superior a 2,6 por encontro.

A Taça de Portugal volta no próximo ano. No calendário segue-se a receção ao Marítimo (segunda-feira, 21h00) para a 15.ª e última jornada do ano da Liga NOS, o segundo de três jogos consecutivos no Dragão que, três dias depois, é palco do encontro com o Rio Ave, para a Taça da Liga (quinta-feira, 21h15).

Fonte: FC Porto