TP: Desp. Chaves-FC Porto, 0-0, 3-2 gp (crónica)

Flavienses desforraram-se da final da taça em 2010 ao eliminarem o Porto

TP: Desp. Chaves-FC Porto, 0-0, 3-2 gp (crónica)

Houve mesmo desforra. Depois de perder na final frente ao FC Porto em 2010, os flavienses eliminaram os dragões esta noite em Chaves para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, num jogo decidido no castigo máximos onde António Filipe, guarda-redes dos da casa, parou três remates.

O regresso do Porto a Chaves nove anos depois foi levado em conta por Nuno Espírito Santo que não alterou muito a sua equipa para a partida. Na baliza José Sá foi chamado para o lugar de Casillas, assim como André André e Varela. Jorge Simão também não mexeu no onze que tem lançado habitualmente, chamando António Filipe para o lugar de Ricardo, que assim não defrontou a sua antiga equipa.

Entrou forte a equipa portista, pelo lado direito, com Maxi Pereira no apoio a Varela, mas sem grandes males maiores para a defensiva flaviense.

Do outro lado, cedo a equipa do Chaves procurou sair em ataques rápidos, e logo aos dois minutos André André foi obrigado a cortar um ataque promissor e a ver amarelo.

O FC Porto parecia dominar o encontro mas isso foi sol de pouca dura, pois a formação transmontana depressa equilibrou as contas e por largos minutos na primeira parte esteve melhor no jogo, até com mais posse de bola.

De facto, Jorge Simão povoou o meio campo e obrigou os portistas a jogarem pelas alas. Aí, foi sempre difícil tirar algo de positivo para o encontro por parte da equipa de Nuno Espírito Santo.

Em poucos toques os flavienses conseguiam pôr-se em boa situação, e foi o que fizeram Perdigão e Paulinho, aos dez minutos, com o último a cruzar na perfeição para William, que ganhando nas alturas a José Sá atirou incrivelmente ao lado, em excelente posição.

Cabia ao Porto responder, mas sem espaço junto à baliza Varela era obrigado a disparar de longe, e fácil, para António Filipe encaixar. Mais trabalho teve o guarda-redes do Chaves aos 21 minutos, obrigado a sair da baliza para forçar o jogador do Porto a atrasar, com Otávio a tentar o chapéu mas ao lado.

Apenas em cima do intervalo voltou a haver alguma emoção no encontro, após uma fase mais confusa e menos interessante. Diogo Jota criou uma boa situação pela direita, entrou na área mas o remate foi bloqueado e chegou sem força à baliza.

Voltou a começar melhor o FC Porto, e logo aos 53 minutos o golo esteve perto, com uma boa arrancada de Varela a servir André Silva à entrada da área com o jovem internacional português a tentar o remate de primeira mas a permitir a defesa a António Filipe.

Os flavienses responderam pouco depois com Braga a aparecer no jogo para tentar a meia distância. Após tirar um adversário do caminho disparou forte aos 60 minutos mas à figura de José Sá.

Bola cá, bola lá e o golo voltou a cheirar na baliza flaviense. Aos 63 minutos André André testou a meia distância com muita mais pontaria que os restantes até então. Alias, pontaria a mais, pois o médio portista disparou do meio da rua à barra do desamparado António Filipe.

Era a vez do Chaves responder e William obriga José Sá a errar, com o guarda-redes a copiar António Filipe na primeira parte e quase a oferecer o golo à equipa da casa. Reagiu rápido a sua defensiva.

No jogo das substituições, tardias para os dois lados, saiu melhor Nuno Espírito Santo, ao lançar Depoitre, que até levou um papel para Danilo, ganhando poder de fogo e presença na frente. Em bolas paradas, Felipe e Varela ameaçaram com algum perigo nos últimos dez minutos.

No último suspiro da partida em jogada de insistência Danilo obrigou António Filipe a defesa de recurso e Diogo Jota no seguimento viu Nelson Lenho cortar de cabeça um golo certo, o que levou o encontro para prolongamento.

Esgotando as alterações e mantendo a superioridade, o FC Porto voltou a estar perto de marcar no arranque do prolongamento. Aos 93 minutos a bola em plena grande área vai ao braço de Freire, ficando por marcar uma grande penalidade, e no minuto seguinte Diogo Jota fura a defensiva e obriga António Filipe a defesa apertada, com Depoitre a recarregar por cima.

Já no tempo de compensação da primeira parte do prolongamento nova polémica na área do Chaves, com o remate de Evandro a ir ao braço de Assis e nova grande penalidade por assinalar.

Aos 113 minutos a polémica estava reservada para a outra grande área, com Hamdou a fugir a Maxi Pereira e a tentar bater José Sá. O guardião portista defendeu o remate mas albarruou por completo o líbio, ficando o castigo máximo por assinalar. Com tantas grande penalidades pedidas, o jogo acabou mesmo por seguir… para a decisão por castigos máximos.

Até começou na frente o FC Porto, com Evandro a marcar e Braga a falhar, mas os flaviense deram a volta. António Filipe defendeu os penalties de Layun, Depoitre e André Silva, vendo Alex marcar, e José Sá viu Felipe Lopes falhar mas Battaglia, Patrão e Freire, este decisivo, decidiram a eliminatória.

 

 

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