Última hora: Caso dos E-mails

MP recusa abrir provas à Liga

Existência de matéria relevante que ainda não está no domínio público é um dos motivos. Liga confirma notificação.

O Ministério Público ainda não autoriza o acesso da Comissão de Instrutores da Liga aos documentos do chamado caso dos e-mails. Ao que O JOGO apurou, a recusa tem a ver com os trâmites processuais, mas também com o facto de ainda não serem do domínio público algumas vias de investigação que a Polícia Judiciária está a seguir. Apesar de todas as revelações e mesmo da divulgação de parte substancial dos e-mails na internet, há partes importantes do caso que ainda não são conhecidas fora dos gabinetes da PJ.

Fonte da Liga confirmou a O JOGO que o organismo recebeu uma notificação, enviada pelo Ministério Público, dando conta de que os documentos solicitados pela Comissão de Instrutores permanecem encerrados e selados. Conforme já havíamos adiantado, esse é um dos obstáculos à ação desportiva no caso dos e-mails, juntamente com a recusa de alguns dos envolvidos em colaborar com as diligências.

Cabe à Comissão de Instrutores a recolha de provas e depoimentos, bem como propor uma sentença que, depois, o Conselho de Disciplina da FPF ajuizará, numa segunda etapa do processo. O caso dos e-mails rebentou em maio último e, desde então, tem vindo a alargar o âmbito, à medida que se vão sabendo mais detalhes da correspondência eletrónica trocada por vários elementos ligados ao Benfica com figuras externas ao clube.

Os últimos pormenores resultaram da divulgação, no início desta semana, de cerca de cinco mil mensagens de Pedro Guerra, comentador televisivo e antigo funcionário da Benfica TV. Alegadamente, entre a muita informação que chegava desta forma à Luz, constavam dados como o código do alarme da casa do presidente da FPF ou os números de telefone de operadores de câmara, para além dos contactos dos próprios árbitros.

Fonte: Ojogo