Já viste este telemovel igual ao Galaxy S8, Octacore, Camara 16Mp da Sony, Touch ID...etc por APENAS 100€? Visita o nosso link e não pagas portes de envio nem taxas alfandegárias!

CLICA AQUI

VÍTOR PEREIRA “É preciso unhas no FC Porto”

“O FC Porto que mais me agradou esta época foi o dos primeiros 70 minutos com o Benfica no Dragão”
“A saída de Antero Henrique não é um pormenor. O clube organizava-se muito com ele” “Arbitragem? Esse discurso desculpabiliza a equipa e faz os jogadores pensar que não precisam de melhorar” “[Em 2012/13] quando olhava para o banco a minha solução era sempre a mesma, Defour para tudo. O Benfica era um Golias” “André Silva, Rui Pedro e Jota são miúdos de qualidade. O projeto de formação começa a dar frutos” “A ideia de que qualquer treinador e estrutura ganham é um mito, a maior mentira do mundo, uma treta!”

Vítor Pereira revela que já sentira que fora campeão em 2012/13 “contra um grande Benfica”. O extécnico portista pede, ainda, tempo para Nuno Espírito Santo poder “impor as suas ideias”

Desde que Vítor Pereira saiu do FC Porto, os dragões não mais foram campeões nacionais, algo que o agora técnico do 1860 Munique já antevia devido ao que apelida de “desinvestimento” portista.

Como analisa o momento atual do FC Porto?

—Entrou um novo treinador, o Nuno [Espírito Santo], que precisa de mais tempo para impor as suas ideias. Mas o FC Porto ainda está a lutar pelo campeonato e o atraso é recuperável. Além disso, também estão na Liga dos Campeões.

Sente que a saída de Antero Henrique foi prejudicial?

—A saída de Antero Henrique não é um pormenor, é um “pormaior” pois o clube organizava-se muito com ele. O problema é que são já três anos sem ganhar e a urgência de vencer cria ansiedade, o que tem um impacto muito grande. O FC Porto precisa ganhar um título para voltar ao trilho.

Quando saiu sentiu que era o fim de um ciclo?

—Na altura, tive consciência que ganhámos títulos contra umgrandeBenfica,muitomelhor apetrechado do que nós. Nessa época [2012/13 ] tive jogos em que olhava para o banco e a minha solução era sempre a mesma: Defour para extremo-esquerdo, Defour para lateral-direito, Defour para trinco, Defour para todas as posições enquanto que via o Benfica como um Golias.

Dizia-se que qualquer um era campeão no FC Porto…

—Isso é a maior mentira do mundo, uma treta! A ideia de que qualquer treinador e uma estrutura ganham é um mito. A estrutura é importante mas para treinar o FC Porto é preciso ter unhas, saber muito de futebol, criar uma ideia forte de jogo e viver na exigência constante de uma massa associativa que pensava que era só baralhar, dar cartas e já estava mais um título ganho. Os adeptos portistas habituaramse a ganhar sem perceberem que já vinha em andamento a revitalização do Benfica e que, mesmo com aqueles dois títulos, estava a sair qualidade sem entrar nova. Após o campeonato ganho pelo Benfica em 2013/14, houve um investimento brutal, formando-se uma equipa que eu nunca tive possibilidade de ter pois apanhei uma fase de desinvestimento. Pensavam que a máquina andava sozinha. Agora veremos quando voltará a ganhar…

Concorda com as queixas de FC Porto e Sporting contra as arbitragens?

—Adoro falar de futebol, táticas, estratégia, treino mas, de arbitragem, não. Prefiro focarme no que posso controlar e só perante algo escandaloso e sistemáticoéquefalodessetema. Até porque esse é um discurso que desculpabiliza a equipa, fazosjogadoresconvenceremse que a culpa é dos árbitros e que não precisam melhorar.

Apesar de tudo, o FC Porto tem lançado jovens como André Silva, Rui Pedro…

—Já não são da geração que treinei, mas são miúdos de qualidade, talco moo Diogo Jota. O talento está lá, oprobl em aé que antes o FC Porto integrava os talentosa os poucos, lançando-os no momento certo e agora a necessidade impede isso. No entanto, há um projeto de formação que começa a dar frutos.

Foi técnico na formação portista. Sente que ela foi descurada no passado?

—Para se ter sucesso na formação é preciso olhar a longo prazo, a seis anos e, se calhar, o FC Porto começou esse projeto a sério muito tarde. Foram formados muitos bons jogadores, mas que andaram fora e muitos nem regressaram. Agora, a necessidade está a mudar isso.

Quais as possibilidades de o FC Porto bater a Juventus na Champions?

—A Juventus é uma equipa com dinâmica de vitória e cultura tática muito própria. O FC Porto que mais me agradou esta época foi o dos primeiros 70 minutos, no Dragão, frente ao Benfica, quando se mostrou uma equipa proativa, a querer jogar. Mas, na última fase do jogo, pareceu ter medo de ganhar e recolheu-se, pagando caro por isso. Penso que, se a equipa repetir contra a Juventus o que fez nessa primeira fase com o Benfica, pode passar a eliminatória.

Fonte: Ojogo